TEC./SONORA: Isaac Sales, coordenador de vigilância em saúde de Arcoverde (PE)
“É questão de conscientização e a própria falta d’água. Já está com uma seca há um bom tempo. Essa intermitência de água leva todo mundo a acumular água de todas as formas. Que às vezes passam uns 25, 30 dias sem chegar água em determinados locais. Você vai deixar vários depósitos vulneráveis. Um ambiente perfeito para ele (mosquito).”
TEC./SONORA: Janilson Pereira Leite, agente de endemias
“A gente consegue mostrar para ele (morador) que, ou ele tem que acabar com o mosquito ou o mosquito pode acabar com ele. E a gente sempre tem numa rua, alguma pessoa que teve experiência de Dengue, Chikungunya e Zika. Então, a gente pega aquela pessoa referência naquela comunidade, naquela rua. Que a próxima vítima pode ser ela. Pode ser a criança, pode ser o idoso, pode ser a pessoa da casa.”
TEC./SONORA: José Cerbino, vice-diretor de Serviços Clínicos do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz
“O vírus da Chikungunya é um vírus um pouquinho diferente dos outros dois, ele é de uma família diferente, não é um flavivirus. Mas é um vírus muito semelhante e também é transmito pelo mosquito. Então, de novo: ele acontece no mesmo período, nos mesmos locais onde vai acontecer a Zika e a Dengue. A principal característica da Chikungunya é a dor articular, a dor nas juntas. A palavra Chikungunya é uma palavra africana que quer dizer ‘andar recurvado’. E esse anda recurvado é por causa da dor que a pessoa que tem a doença sente. Então, é uma doença que também dá febre, que também pode dar manchas pelo corpo, e tem como principal característica a dor e o inchaço nas juntas. Nas mãos, nos pés, nos joelhos. Essa é a principal característica.”