Dois dias após a rebelião que deixou nove mortos e 14 feridos, o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia passou por inspeção nesta quarta-feira (3). Membros do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), do Ministério Público e da Defensoria Pública de Goiás foram ao local para avaliar as condições das instalações danificadas durante o tumulto.
Os integrantes da comitiva conversaram com presos e diretores da unidade para tentar entender os motivos do confronto entre presos, além de verificar as condições de cumprimento das penas e de trabalho dos detentos e agentes penitenciários. A vistoria no local foi determinada nessa terça-feira pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, que concedeu 48 horas de prazo para o TJ de Goiás enviar ao CNJ um relatório sobre as condições do complexo prisional.
Segundo o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Serra da Silva Maia, o clima na unidade prisional continua tenso. Para o defensor público, o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia foi improvisado para alojar, “em condições precárias”, os presos do regime semiaberto e não tem a mínima condição de abrigar detentos em regime fechado.
Reportagem, Tácido Rodrigues