Internacional - undefined·29 de março de 2019

Integrantes da Força Nacional e bombeiros de MG vão atuar em Moçambique

Governo brasileiro envia medicamentos e insumos para atender até 3 mil pessoas por um período de três meses

Por Cintia Moreira
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Integrantes da equipe de busca e salvamentos da Força Nacional de Segurança Pública e militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais vão passar 30 dias em Moçambique, no sudeste africano, para auxiliar a população que foi atingida pelo ciclone.

A tragédia, que devastou o país com ventos de mais de 170 quilômetros por hora, causou centenas de mortes, sem contar milhares de pessoas que ficaram desabrigadas.

Os militares, que foram escalados, trabalharam nas buscas em Brumadinho, e são especialistas em operações de salvamento e gestão de desastre, com experiência em casos de enchentes e inundações, podendo atuar nas atividades de planejamento e inteligência de busca, realizando mapeamento estratégico, georreferenciamento, busca aérea e outras tarefas.

Além disso, dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) partiram nesta sexta-feira (29) do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino a Moçambique, levando medicamentos e insumos estratégicos. De acordo com o Ministério da Saúde, foram enviados 870 quilos de carga, o que deverá atender até 3 mil pessoas por um período de três meses.

Cada kit tem antibióticos, anti-hipertensivos e antitérmicos, como penicilina, amoxicilina, paracetamol e soro para hidratação, além de materiais de primeiros socorros, como ataduras, gazes, luvas, máscaras, seringas e esparadrapos.

Na última quarta, autoridades de Moçambique anunciaram que o país vive um surto de cólera, com mais de 130 casos anunciados. O receio agora é que a doença, transmitida pela ingestão de água e alimentos contaminados ou de pessoa para pessoa, se espalhe. Além disso, cerca de 2.700 pessoas estão com diarreia na região. As autoridades do país trabalham também com a possibilidade de que outras doenças, como tifo e malária, se alastrem.

SOBRE

Cintia Moreira

Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.

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