Neste ano, o Amapá registrou 70 novos casos de aids. O resultado é a metade do quantitativo do ano passado, quando foram notificados 142 casos. De acordo com a Coordenação Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis, ainda este ano, 174 pessoas tiveram o diagnóstico de HIV positivo. O registro aponta queda em relação aos três últimos anos. Em 2017, foram 269 casos, em 2016 o estado teve 250 notificações e, em 2015, o número ficou em 135 pessoas infectadas. Ivon Sousa, chefe da Unidade de Doenças Transmissíveis da Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá, reconhece que o resultado foi bom, mas que o estado ainda precisa trabalhar para lutar contra os números de HIV/aids.
“A gente teve uma pequena queda, ela ainda não foi tão grande como esperava. Mas a gente acredita ainda que essa queda é por função do trabalho que a gente desenvolveu durante algum tempo nessa busca ativa das pessoas que estão em tratamento. E aí também a intensificação do uso de preservativo. A dificuldade maior da gente ainda esteja em chegar nos munícipios dentro do estado.”
Atualmente, mais de duas mil pessoas vivem com HIV no estado. E é por isso que, em todo este mês de dezembro, o governo estadual promove ações voltadas à prevenção ao HIV e a outras infecções sexualmente transmissíveis. A Superintendência de Vigilância em Saúde do estado realiza palestras em escolas públicas, para reforçar a responsabilidade e conscientização para o cuidado com a saúde. Em alguns locais estratégicos, em Macapá e Santana, vão ser distribuídos 300 mil preservativos masculinos, 60 mil femininos e 50 mil lubrificantes. Além disso, as campanhas nos municípios do Amapá vão ser intensificadas.
“Nós temos dois municípios estratégicos, que é o Laranjal do Jari e Oiapoque, no qual nós precisamos chegar até para desenvolver uma ação mais concreta no sentido da epidemia, não só de divulgar o material, mas de se fazer mais presente no município, de forma que a gente possa cobrar dos gestores essa questão do cuidado da pessoa vivendo também, e não só essa questão da prevenção, mas sobretudo o cuidado das pessoas vivendo.”
Enquanto isso, é importante que você também faça sua parte nesse combate. Se o tratamento for feito corretamente, a pessoa pode ter a carga viral indetectável e, assim, acabar com o ciclo de transmissão do vírus. Essa é uma luta de todo mundo. Informe-se. Faça checagens de seis em seis meses. E, claro, previna-se. Use camisinha, conheça as outras formas de prevenção combinada, disponíveis no SUS. Todos a favor da vida. Trinta anos de luta mundial contra a aids. Uma bandeira de histórias e conquistas. Para mais informações acesse: aids.gov.br Ministério da Saúde, Governo Federal.