Política - undefined·04 de julho de 2018

Álvaro Dias defende redução de Ministérios e de gastos públicos

<p>Juntamente com outros cinco pr&eacute;-candidatos &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, &Aacute;lvaro Dias participou de sabatina realizada pela CNI nesta quarta (4)</p>

Por Agência do Rádio
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Álvaro Dias Eleições 2018

Se nós não aproveitarmos o primeiro momento de alta confiança não conseguiremos fazer as reformas. É o que acredita Álvaro Dias, pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos.

Com uma pegada mais voltada para mudanças na estrutura administrativa da política nacional, o presidenciável participou, nesta quarta-feira (4), de uma sabatina realizada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI).

Enquanto discursava, Álvaro Dias afirmou que não temos partidos político, mas sim siglas para registros de candidatura. E, ao lembrar que, atualmente, existem 35 partidos políticos registrados e 73 na fila de espera, o pré-candidato afirma que esse número precisa ser reduzido.

“Uma reforma política que possibilite a construção de verdadeiros partidos, impondo normas rigorosas para que a representação tenha o suporte popular. Somente os partidos que alcançarem a sugestão de 5% dos votos nacionais, distribuídos em pelo menos nove estados do país, terão representação. E, como isso nós reduziremos, certamente, essa representação a seis ou sete partidos.”

O pré-candidato também falou sobre o enxugamento da máquina pública. E, ao comentar sobre a redução de gastos do governo, Álvaro Dias ressaltou que o processo não pode ser feito de maneira superficial.

“Eu chamo de reforma de estado aquilo que podemos denominar de reforma administrativa, que é o enxugamento das estruturas desnecessárias do estado brasileiro. Uma redução para cerca de 14 a 15 Ministérios. Mas, por consequência, a eliminação de todos os penduricalhos existente, porque de nada adianta extinguir o ministro e não extinguir as despesas decorrentes da existência do Ministério.”

Ao analisar as perspectivas para 2019, o presidenciável já se preocupa com rumo que o Brasil precisa tomar para evitar, inclusive, a falta de pagamentos.

“Certamente, no início do próximo governo, nós teremos que discutir que mecanismos temos que adotar para o controle dos gastos públicos, porque este já explodiu. Segundo o Tribunal de Contas, no início da próxima gestão de governo, a União não terá dinheiro sequer para pagar o salário dos servidores públicos.”

A sabatina da CNI abre a temporada de debates entre os postulantes ao Planalto e os representantes dos setores da economia do país. O evento não teve debates entre os pré-candidatos. Eles foram ouvidos separadamente, com tempo de fala limitado e igual para cada um deles.

Além de Álvaro Dias, Marina Silva da (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT) também participaram do evento.

Reportagem, Marquezan Araújo

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