O maranhense Lucas Portela Moraes, de 24 anos, é estudante universitário de Engenharia de Controle e Automação. Ainda sem trabalhar, o estudante decidiu que seria importante para o currículo colocar em prática aquilo que vê dentro da universidade. Lucas é também aluno do curso técnico de Eletrotécnica, em Monte Castelo (MA), e faz parte dos quase 36 mil matriculados em cursos de educação profissional no estado, segundo dados do Ministério da Educação.
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A coordenadora de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do Senai, Sheherazade de Araújo Bastos, comenta que a procura de universitários por cursos técnicos tem chamado a atenção.
“Eles não encontram dentro da universidade uma prática como se tem em um curso técnico e eles têm buscado o curso técnico como uma forma de compensar isso que hoje a universidade não tem trabalhado de forma tão forte.”
Entre os cursos técnicos mais procurados, segundo a coordenadora, está o de Eletrotécnica, escolhido por Lucas. Até 2020, essa área terá que qualificar mais de 85 mil técnicos para atender demandas da indústria, de acordo dados do Mapa do Trabalho Industrial. Para o estudante, investir na educação profissional vai ser essencial para atender a demanda do mercado.
“O mercado de trabalho se tornou mais exigente com o tempo e está pedindo mais qualificação de profissionais. Isso faz com que a gente busque mais conhecimento voltado para essa área.”
Uma pesquisa feita pela empresa multinacional de seleção e recrutamento ManpowerGroup aponta que falta mão de obra qualificada no Brasil. Entre 42 países, nós ficamos na 4ª posição como país com maior dificuldade em encontrar profissionais de nível técnico. Segundo pesquisa do Senai, o Brasil vai precisar de 13 milhões de profissionais dessa modalidade até 2020 para atender as demandas da indústria.
Reportagem, Jalila Arabi.