A Escola SESI de Educação Básica Industrial Abelardo Lopes, em Maceió, foi destaque nacional por ter colocado em prática um projeto pedagógico inovador que incentivou os alunos da instituição a criarem um sistema de tratamento de água para evitar a degradação da natureza e o desperdício do recurso descartado pelas indústrias, com atividades práticas e integradas as disciplinas do curriculum escolar.
Os sistemas de tratamento de resíduos industriais são comuns, mas ainda demandam alto custo de investimento em maquinários e estruturas complexos. Na escola SESI de Maceió, os estudantes tiveram a missão de reproduzir os sistemas atuais em escala menor e, para isso, usaram a criatividade como força para inovar, como explica o professor de Ciências e Biologia, e orientador do projeto, Evandro Coelho Filho.
“Existem maquinarias já especializadas que fazem essa simulação que a gente replica em uma escala menor, em aula prática, para mostrar como já acontece e propor algum tipo de solução inovadora que possa, de repente, baratear o custo com o processamento do resíduo e garantir a responsabilidade ambiental da empresa.”
A pedagogia aplicada no processo de separação de misturas e no tratamento de resíduos industriais da Escola SESI Abelardo Lopes é resultado da política de educação baseada na realização de programas educacionais integrados, método comum da Educação STEAM, que incentiva os estudantes a praticar as teorias dos livros de forma criativa e lúdica, como lembra o Gerente Executivo do SESI, Sérgio Gotti.
“Os alunos se prepararam, por exemplo, dentro de todos os conceitos de física, cinemática, mecânica, movimentos, movimento retilíneo uniforme, ou seja, toda essa parte de conceito, que às vezes são complexos para a gente poder administrar como professor dentro de sala de aula, e eles trouxeram na prática esse conhecimento e melhoraram muito na aprendizagem. Então, isso para nós é o mais importante.”
Em Alagoas, o SESI conta com oito unidades em Maceió e uma em Arapiraca. A Rede de Educação oferece ensino básico, do 1º ao 9º, e médio, nas escolas Cambona e Benedito Bentes.
Reportagem, Cristiano Carlos