A reforma do Ensino Médio já é uma realidade para quem vai começar o primeiro ano em 2019, no SESI de Gurupi. O novo currículo é uma das consequências da Lei 13.415, aprovada em 2017. Em Gurupi, município que fica a 200 quilômetros de Palmas, já foram preenchidas 36 vagas para estudantes do primeiro ano.
Nessa primeira etapa, os alunos vão aprender mais sobre o mundo do trabalho. Enquanto no segundo e terceiro ano, vão passar mais tempo aprendendo sobre ciências da natureza. Isso significa que, nesse período, os alunos vão aprender principalmente física, química e biologia.
Para a gerente estadual da unidade executiva SESI, Veruska Wielmound, o aluno precisa ser preparado não apenas para os exames, mas principalmente para o mercado de trabalho. Na avaliação de Veruska, um ensino fragmentado por disciplinas não contribuía para isso.
“Hoje, nessa metodologia do novo ensino médio, o estudo não é mais fragmentado por disciplina, e sim por área de conhecimento. Então, o diferencial que o aluno possa ter o contato e perceber uma diferença grande da mudança é que nada mais é fragmentado. Muitas vezes, o professor vai entrar em sala de aula com dois ou três professores da área. Todo planejamento deles vai ser interdisciplinar. Um assunto contribui para o outro, que contribui para o outro, e assim as áreas se correlacionam”
A mudança na legislação tem o objetivo de garantir que os conteúdos básicos sejam ensinados a todos alunos, mas que eles também possam aprender mais sobre determinada área do conhecimento, que pode ser linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências humanas e sociais aplicadas e ciências da natureza.
O diretor-geral do SENAI e integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Rafael Lucchesi, defende que essa reforma no Ensino Médio era necessária para modernizar o ensino dos alunos e acredita que isso vai melhorar a qualidade dos trabalhadores da indústria.
“É claro que temos um grave problema na indústria brasileira que a baixa qualidade, a baixa escolarização da média populacional brasileira, o que faz com que a produtividade do trabalho no Brasil seja muito baixa”.
As escolas brasileiras públicas e privadas têm até 2020 para se adaptarem ao novo ritmo do Ensino Médio. De acordo com o Ministério da Educação, o objetivo é garantir a educação de qualidade a todos os jovens brasileiros e aproximar o ensino à realidade dos estudantes.
Reportagem, Sara Rodrigues