Educação - undefined·24 de janeiro de 2019

Aluno do SENAI de Sapucaia do Sul (RS) se prepara para representar escola em torneio mundial na Rússia

Por Agência do Rádio
Ouvir · 00:03:54

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Em 2016, o aluno Carlos Augusto, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Sapucaia do Sul (RS) andava pelos corredores da escola quando viu um colega mexendo com peças numa sala. O rapaz era um competidor em preparação para a WorldSkills, que é a maior competição de educação profissional do mundo. Isso despertou nele o desejo de estar no lugar do colega. Hoje com 20 anos, ele está formado no curso de eletricidade predial. E após ganhar as etapas seletivas da Olimpíada do Conhecimento, ele se prepara para disputar a WorldSkills entre os dias 22 e 27 de agosto.

O jovem que vem de uma cidade de pouco mais de 130 mil habitantes, deve disputar a modalidade de instalações elétricas prediais na KAZAN EXPO, local da competição em Kazan, na Rússia. A equipe brasileira será composta por 57 competidores do SENAI e seis do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Mas antes, Carlos ganhou a etapa seletiva escolar em 2016, durante a metade do curso técnico em eletricista de manutenção. No ano seguinte, o jovem ganhou a etapa estadual. Foi quando veio a classificação para a delegação brasileira no ano passado, após o primeiro lugar. Desde os primeiros dias da segunda quinzena de janeiro, o competidor passa por um período de treinamentos em Brasília. O jovem recorda o momento em que decidiu ser competidor.

“Quando eu comecei a cursar o curso (técnico de eletricidade predial), tinha um competidor de industrial que participou do nacional em 2017, no Maranhão. A sala dele ficava aberta sempre para o pessoal olhar, e eu passava todo dia para ir ao banheiro e olhava aquela sala do cara cheia de material, montando prova. Aí o professor Sidney (expert de Carlos) perguntou ‘Tu gostou? Como é que tu achou?’. Falei ‘bá, foi tri massa isso aí. Como faz para eu participar?’. Daí ele ‘no meio do ano vou fazer uma prova’. Aí no mesmo dia eu já me candidatei. Eu comecei a fazer o terceiro módulo (do curso técnico) em julho, e eu fiz a prova. Eu passei e comecei a treinar em maio do ano seguinte. A gente aprende o comportamento, modo de fala e ética. Todo o principal para se tornar um cidadão mesmo.”

Sidnei Serafim é professor de Carlos desde 2016 no curso de eletricidade predial. De lá para cá, ele acompanhou o jovem nas etapas seletivas da Olimpíada do Conhecimento. E agora os dois estarão juntos, Carlos como competidor e ele como treinador expert. Para o professor, Carlos tem consigo duas características que podem ajudá-lo na Rússia: a tranquilidade e a capacidade de resolver problemas.

"Externamente, para quem está olhando, ele está fazendo a prova de uma forma muito tranquila. Se eu pudesse apontar os pontos fortes dele te diria que um é a tranquilidade e outro a capacidade de resolver problema. Porque problema durante a prova acontece. A questão é o que ele faz para resolver aquele problema. A gente precisa de um competidor que enxerga o que tem que ser feito. E essa é uma característica que eu enxergo nele desde 2017. É a tranquilidade e a capacidade de resolver problema."

A WorldSkills é realizada a cada dois anos e reúne os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia, África e Pacífico Sul para disputarem medalhas em várias modalidades, de acordo com as profissões técnicas da indústria e de seus setores. Carlos e os demais jovens vão precisar demonstrar habilidades individuais e coletivas para concluírem os desafios dentro de 6 horas. Durante os quatro dias do torneio eles terão, no máximo, 22 horas para entregar o projeto.

Em 18 participações, o Brasil já acumulou 136 medalhas. A melhor participação foi no ano de 2015, em São Paulo. Com 27 medalhas, a equipe ficou em primeiro no ranking por países. O grupo do SENAI do Rio Grande do Sul participou com 39 alunos em 34 profissões. Após todas as seletivas, a equipe ganhou quatro ouros, sete de prata e três bronzes.

Reportagem, Pedro Marra.

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page