Em 2017, Alagoinha apresentou redução nos casos notificados de Dengue e Chikungunya. De acordo com a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Ednamar Alves de Andrade, em 2016, foram informados 69 casos de Dengue. Enquanto em 2017, esse número caiu para sete. Em relação à Chikungunya, 141 notificações aconteceram no ano de 2016 e em 2017, apenas três. O município não registrou nenhum caso de Zika. Com a seca e o racionamento de água na região, a coordenadora afirma que o maior problema é conscientizar a população sobre o armazenamento adequado da água.
“A nossa grande quantidade de foco nessa cidade de Alagoinha se dá por conta de depósitos domiciliares. Eles acumulam água pra uso pessoal, da família, e eles não cobrem. Quando cobrem, deixam lá sem que mexa. Nós estamos trabalhando isso, que temos que ter mais de um depósito pra mudar o depósito, lavar semanalmente.”
Em decorrência do grande número de casos de Chikungunya em 2016, a coordenadora conta que muitas pessoas ainda se queixam das dores causadas pela doença. Como é o caso da técnica de enfermagem Maria José de Andrade Silva, de 52 anos. No início de 2016, ela foi diagnosticada com Chikungunya e Zika. Como tem artrose, ela não imaginava que as dores e o inchaço no joelho eram sinais da Chikungunya. Com o agravamento dos sintomas e o aparecimento de manchas vermelhas no corpo, que provocavam coceira, Maria José procurou uma unidade de saúde.
“O meu joelho inchou, minha perna inchou e eu ficava sem conseguir andar. Muita dor, muita dor. Eu chorava em cima da cama, virando de um lado pro outro com muita dor. É muito ruim, viu? É muito triste essa doença. Eu não quero ter nunca mais na minha vida.”
Maria José relata que redobrou os cuidados para evitar focos do mosquito em casa. Ela faz um apelo para que os vizinhos também participem dessa luta de combate ao vetor..
“Não deixar vasilha exposta, não deixar água parada, não deixar tudo jogado. Ter muito cuidado. Observar mais a sua casa, fazer uma dedetização e prestar atenção. Porque aqui falta água, o povo deixa as vasilhas cheias sem estarem cobertas. Então ter bastante cuidado e comunicar o agente de saúde se tá vendo alguma coisa anormal na sua casa pra se evitar.”
Com medidas simples, você pode impedir que o mosquito se prolifere. Fiscalize acúmulos de água em pneus, garrafas, vasos de plantas, caixas d’água e baldes. Faça a sua parte e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. O combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
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