Agronegócios - undefined·29 de dezembro de 2017

Agropecuária ajuda economia brasileira a se estabilizar em 2017

<p>Bons n&uacute;meros de faturamento com exporta&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o no PIB e gera&ccedil;&atilde;o de empregos est&atilde;o entre os fatores</p>

Por Agência do Rádio
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O ano de 2017 vai ficar marcado como uma das comprovações da importância da Agropecuária para a economia brasileira. Com participação em quase um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) e a geração de vagas de emprego, o setor foi um dos principais responsáveis pela estabilização e recuperação econômica do Brasil, pelo menos é o que aponta a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Agropecuária foi um dos pilares da recuperação econômica do país


O setor não teve todos os seus pilares em bons momentos. A venda de carnes, por exemplo, sofreu dois duros golpes durante 2017, na “Operação Carne Fracos” e na divulgação do conteúdo da delação dos irmãos Batista, donos das JBS, maior frigorífico do país. Os dois episódios fizeram o preço da arroba do boi gordo cair drasticamente, afetando diretamente o lucro dos produtores, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o CEPEA.


Por outro lado, o agronegócio contou com um grande aliado para conseguir bater recordes. O clima foi um fator determinante para que o Brasil tivesse uma produção muito boa, segundo a CNA. De todas as culturas produzidas no Brasil, apenas café arábica, trigo e cana de açúcar apresentaram queda na produção.
A grande produção e a boa qualidade dos produtos permitiram que o Brasil batesse recordes em exportação, como foi registrado em novembro pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, gerando cerca de R$ 7 bilhões de faturamento.


MAIS: Agronegócio tem recorde de exportação em novembro
 


A exportação é outro ponto que demonstra a importância da agropecuária para a economia nacional. Segundo dados da CNA, 45% de todo o volume de produtos exportados do Brasil tem origem do campo.


A estimativa da CNA, é que a participação do agronegócio no PIB brasileiro de 2017 gire em torno dos 25,3%.


Segundo Bruno Lucchi, superintendente técnico da CNA, outra participação do agronegócio na recuperação econômica do país foi a geração de empregos.


“Na questão dos empregos, nós tivemos a maior expansão no acumulado até outubro, 93 mil vagas de saldo nesse período. Bem maior que nos anos anteriores e bem maior do que no ano passado.”


Para o ano que vem a CNA afirma que vai trabalhar para fortalecer a imagem do Brasil em pelo menos 20 países. A Confederação ainda afirma que vai trabalhar para ajudar na questão logística, que faz o produtor pagar quase três vezes mais que os demais concorrentes, prejudicando o faturamento. A abertura de mais mercados no exterior também é uma das prioridades. A CNA afirma que pretende fazer negociações, principalmente, com a Coréia do Sul e Japão, que se confirmado, tem potencial de gerar US$ 31,5 bilhões.


Reportagem, Raphael Costa

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