Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Agro brasileiro reduz vendas aos EUA, mas superávit bate recorde

Setor perde quase US$1 bilhão para o tarifaço, mas mantém saldo positivo ao conquistar novos compradores


O agronegócio brasileiro deixou de vender para os Estados Unidos, entre agosto e outubro deste ano, US$973 milhões como consequência do tarifaço unilateral imposto por Donald Trump. O valor representa uma queda de 31,3% nas exportações do setor para esse parceiro comercial, em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados da Confederação Nacional de Municípios (CNI).

Os produtos mais afetados são:

  • Café, perda de faturamento de US$ 71 milhões, ;
  • Produtos florestais, US$ 137 milhões;
  • Cana-de-açúcar, US$ 111 milhões;
  • Carne bovina, ramo mais prejudicado, com perdas de US$ 170 milhões. 

O levantamento da CNI traz também a lista dos municípios com mais perdas:

  • Imperatriz (MA), US$ 50 milhões;
  • Santa Cruz do Sul (SC), US$ 44 milhões;
  • Três Lagoas (MG), US$ 42 milhões;
  • Campo Grande (MS), US$ 36 milhões; e
  • Ituiutaba (MG), US$ 34 milhões.

Superávit e novos mercados

Dados do governo federal, no entanto, mostram que os exportadores estão conseguindo encontrar diferentes compradores. Em outubro, as exportações brasileiras tiveram o melhor desempenho para o mês na história, com US$ 15,49 bilhões de receita, 8,5% maior do que em outubro de 2024. No ano, a balança comercial do agronegócio aponta superávit de US$124,97 bilhões, também acima da marca no mesmo período do ano anterior.
 

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973 milhões de dólares. Esse é o total que o agronegócio brasileiro deixou de vender para os Estados Unidos, entre agosto e outubro deste ano, como consequência do tarifaço unilateral imposto por Donald Trump. O valor representa uma queda de 31,3% nas exportações do setor para esse parceiro comercial em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados da Confederação Nacional de Municípios.

Entre os produtos mais afetados estão o café, com perda de faturamento de 71 milhões de dólares, seguido de produtos florestais, menos 137 milhões de dólares, da cana-de-açúcar, menos 111 milhões de dólares, e a carne bovina, ramo mais prejudicado com perda de 170 milhões de dólares. 

O levantamento traz também a lista dos municípios mais prejudicados. Em Imperatriz, no Maranhão, a queda da receita com exportação foi de US$ 50 milhões de dólares. Na santa-catarinense Santa Cruz do Sul, perda de US$ 44 milhões de dólares. Três Lagoas, Minas Gerais, US$ 42 milhões de dólares; Campo Grande, capital sul-matogrossense, US$ 36 milhões de dólares; e Ituiutaba, novamente Minas, US$ 34 milhões de dólares; também apresentaram queda significativa nas exportações em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Dados do governo federal, no entanto, mostram que os exportadores estão conseguindo encontrar diferentes compradores. Em outubro, as exportações brasileiras tiveram o melhor desempenho para o mês na história, com US$ 15,5 de dólares bilhões de receita, 8,5% maior do que em outubro de 2024. No ano, a balança comercial do agronegócio aponta superávit de US$124,97 bilhões, também acima da marca no mesmo período do ano anterior.