Pelo projeto de lei, fica reduzido de 30 para 15 dias o limite de retirada das famílias as crianças vítimas de violência física ou psicológica por seus pais ou responsáveis. Fixa-se, também, o período de até 120 dias para a Justiça determinar a sentença da adoção – hoje não há limite estabelecido, além de 90 dias para o estágio de convivência entre o adotante e o adotado. O texto ainda trata de adoção internacional e dá prioridade a grupo de irmãos e crianças ou adolescentes com deficiência, doença crônica ou com necessidades específicas de saúde. É para dar mais informações sobre a tramitação da matéria, as mudanças das regras e os seus reflexos na legislação atual que o deputado Augusto Coutinho falará sobre o assunto. (Este é o bloco 1)
O Agência Entrevista conversa com o deputado federal Augusto Coutinho (SD-PE). Ele é o autor do Projeto de Lei 5850/2016 que prevê mudanças nas regras de adoção no Brasil. A matéria já está na pauta do plenário pronta para ser votada e propõe, entre outras medidas, o encurtamento de prazos capazes de dar celeridade à adoção de crianças no país. Estima-se que cerca de 40 mil famílias aguardam hoje na fila da adoção. Esse tempo de espera chega, muitas vezes, a seis anos, dependendo do perfil desejado. Enquanto isso, mais de 54 mil crianças vivem em abrigos no país, mas somente 7,5 mil estão disponíveis para adoção.