Saúde - undefined·23 de maio de 2017

AEDES: Em projeto-piloto, 90% de mosquitos comuns são substituídos por outros que não transmitem Dengue, Zika e Chikungunya

<p>Al&eacute;m do trabalho t&eacute;cnico, uma equipe que acompanha o projeto repassa informa&ccedil;&otilde;es que ajudam a popula&ccedil;&atilde;o no combate ao mosquito.</p>

Por Agência do Rádio
Ouvir ·

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

De acordo com a instituição, a área de teste do projeto, que fica em Niterói, no Rio de Janeiro, já está com 90% da presença do Aedes aegypti com Wolbachia. Agora a ação avança rumo Região Oceânica.

A bactéria é inserida no mosquito desde quando ele está em fase de ovulação. O pesquisador da Fiocruz, Luciano Moreira, explica como funciona o processo de anulação da capacidade do Aedes aegypti de transmitir as viroses.

TEC./SONORA: Luciano Moreira, pesquisador da Fiocruz

“Todos os seus descendentes já nascem com a bactéria, já nascem com a redução da capacidade de transmitir as doenças. O que a gente acha que acontece é que, quando o mosquito pica alguém infectado, vai haver uma competição ali dentro da célula, já que o vírus também precisa de recurso da célula para poder se replicar; e como a bactéria está ali dentro, ela acaba ganhando esse processo de competição. Aí o vírus não consegue se estabelecer, se replicar no mosquito para poder ser transmitido.”

Luciano ressalta ainda que, o processo executado no projeto é diferente de outros utilizados no país que fazem o uso de mosquitos transgênicos.

TEC./SONORA: Luciano Moreira, pesquisador da Fiocruz

“O mosquito não passa por nenhuma modificação genética. É um processo natural. A bactéria foi retirada da mosca da fruta e foi colocada no mosquito. Então é um método natural, seguro, auto-sustentável e faz com que esse mosquito não vai ter a capacidade de transmitir os vírus.”

Reportagem, Marquezan Araújo

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page