Brasil - undefined·29 de março de 2018

ADOÇÃO: Processo une crianças mais velhas, adolescentes e adultos que desejam formar uma família

<p><em>No Distrito Federal, o Grupo Aconchego orienta fam&iacute;lias que est&atilde;o em processo de ado&ccedil;&atilde;o</em></p>

Por Agência do Rádio
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Por Sara Rodrigues

A relação do casal Vogel com a adoção começou quando Cibele descobriu uma menopausa precoce aos 30 anos. Ela e o esposo Diogo Vogel tinham um grande desejo de serem pai e mãe.

A primeira oportunidade que surgiu, então, foi a de uma gestação por meio de um tratamento. Mas após uma conversa em casa, decidiram que a melhor alternativa seria a adoção.

No início, o casal pensou em adotar um bebê. Porém, quando começaram a frequentar reuniões do Grupo Aconchego, em Brasília, ouviram histórias de outras famílias e mudaram o perfil para uma adoção tardia.

Quando chegou a vez deles no Cadastro Nacional de Adoção, o casal conheceu a história de Rafaela, uma criança de cinco anos que não tinha se adaptado ao lar anterior. Mas quando encontrou os novos pais, a menina soube que daria certo.

Casal Vogel adotou Rafaela aos 5 anos de idade. Foto: Sara Rodrigues/Agência do Rádio

“A gente se gostou muito desde o início e estivemos sempre preparados. Tinha a psicóloga que estava acompanhando o caso, que nos orientava, os nossos encontros no aconchego, o curso que a gente tinha feito na Vara da Infância. Então tudo isso deu pra gente a possibilidade de fazer esse processo com todas as etapas, mas de uma forma mais condensada, mais rápida, depois que a gente encontrou a Rafa”, lembra Cibele.

Para os pais, Rafaela foi e é um grande presente. Ela surpreende o casal nos mínimos detalhes, como explica Diogo. “É uma experiência muito bacana porque eu acho que é diferente de uma gestação, onde você acompanha o dia a dia. Tudo acontece de um dia para o outro, de repente a gente está com um serzinho do nosso lado que questiona, fala e anda junto. É uma reviravolta muito gostosa.”

Rafaela, hoje, já está com 8 anos e sabe contar direitinho para os amigos como toda essa história começou. Ela costuma dizer que existem três formas de ser família: parto normal, cesárea e adoção. “Eu fui adotada, que eu não nasci da barriga, mas que eu era filha do mesmo jeito. Foi uma sensação boa porque eu finalmente tinha encontrado meus pais”, se emociona ao lembrar.
Agora, a história da família de Adriana Neder é um pouco diferente.

Em 2009, Adriana se tornou mãe de uma bebê indígena. Ela sempre teve o desejo de adotar e, quando surgiu essa oportunidade, não deixou escapar.

Mas no início do ano passado, ela decidiu que queria, novamente, fazer parte da vida de alguém e se inscreveu para ser madrinha de uma adolescente e conviver com ela por um tempo. Foi aí que ela conheceu Anelita, uma menina de 16 anos, que estava em um abrigo. A conexão entre elas foi tão forte que, mesmo sem estar no Cadastro Nacional de Adoção, ela decidiu entrar com um pedido de guarda da adolescente. “Ela é muito disciplinada e, normalmente, o adolescente que está em situação de abrigo é disciplinado. Ele ensina a família a ser mais disciplinada. Tem metas bem estabelecidas, por exemplo, e sabe a importância do estudo. E sabe o perigo das drogas e da bebida porque viu isso em inúmeras histórias dentro do abrigo. Outro adolescente que não tenha passado por esse tipo de situação não vai ter esse tipo de percepção”, conta realizada.

Adriana formou uma família por meio da adoção. Foto: Arquivo Pessoal

Neste meio tempo, Anelita e Adriana começaram a se conhecer e se tornaram boas amigas. Com todas as experiências que uma tem a acrescentar na vida da outra, Adriana ainda espera uma caminhada cheia de boas surpresas.

 Arte: Ítalo Novais/Agência do Rádio

No Brasil, cerca de 4 mil e 600 crianças com mais de 5 anos de idade aguardam para serem recebidas em um lar.

Se você acredita que pode apadrinhar ou adotar uma criança de até 17 anos, acesse o site adocaotardia.agenciadoradio.com.br e preencha o formulário. Você pode transformar a vida de alguém, assim como essas famílias transformaram.
 

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