Por Sara Rodrigues
A moradora de Rio Branco Francisca Monte, aos 44 anos, sonha com a construção de uma casa que é fruto da imaginação dela. Com o objetivo de tornar o sonho real, ela se inscreveu em um curso do SENAI de gerente de obras. Ela tem dois filhos que moram com ela, o Francisco Iudi e a Maria Antônia. Com as ferramentas necessárias, os filhos vão ver a mãe rebocar as paredes, colocar janelas e subir os muros da casa. Tudo isso porque ela decidiu colocar a mão na massa para terminar o curso, e agora ela é a construtora da própria casa.
“Eu achei um curso muito bom e que traz muita experiência. A gente olha as coisas e pensa que é fácil fazer, mas na prática vê que é mais difícil. Eu achei interessante porque a gente ter cursos assim melhora muito o currículo”, compartilha Francisca, com alegria.
E por falar em currículo, um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que o ensino básico brasileiro tem deixado a desejar. Assim, com a baixa qualificação dos estudantes desde o ensino fundamental ao Ensino Médio, tanto o estado quanto o país têm mais dificuldades em se desenvolver em âmbito econômico e social. Por isso, as propostas da CNI são de melhorar o ensino para assegurar aos estudantes um futuro no mercado de trabalho.
“Apesar das dificuldades que a gente tem enfrentado, não diferente dos outros estados, a gente já começa a observar uma ‘crescente’ em relação à busca de qualificação profissional pelos nossos alunos, até para se requalificarem, e serem reinseridos no mercado de trabalho. Além das próprias empresas desse segmento”, explica Geane Reis, gerente de educação profissional do SENAI do Acre.
Os principais setores industriais e que precisam de mais mão de obra qualificada no estado são construção civil, responsável por 54,1% do Produto Interno Bruto da indústria do Acre, e alimentos, responsável por 19,9%. Dessa forma, de acordo com Geane Reis, as “profissões da moda” na indústria tradicional acreana poderiam ser encontradas nos cursos de gerente de obras, eletricidades e eficiência energética.

“O SENAI é um exemplo de educação profissional de excelência que tem um papel decisivo para capacitar mão de obra para a indústria e 95% das vagas abertas pela indústria brasileiras exigem a formação do SENAI, o que é uma demonstração clara disso, 80% das pessoas que são formadas pelo SENAI conseguem emprego no seu primeiro ano, depois de formado, que é uma demonstração de eficácia”, afirma o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi. Ele compreende que o Brasil tem muito a conquistar com a educação profissional.
Indústria 4.0
O nome de batismo faz referência à 4ª Revolução Industrial. Isso porque a Indústria 4.0 tem como objetivo aprimorar a utilização das tecnologias para dar continuidade à transformação da produção industrial com novos processos, produtos e modelos de negócios.
De acordo com a CNI, essas estratégias vão de encontro à necessidade do Brasil de preservar as políticas industriais e aumentar a competitividade.
No Acre, mesmo com a existência de uma indústria mais tradicional, o estado começa a caminhar para amadurecer as empresas em relação a Indústria 4.0. E enquanto as profissões desse segmento se estabelecem, o SENAI prepara os futuros trabalhadores, por meio do lançamento de cursos em eletricidade predial, por exemplo.
Cursos técnicos
Todos os meses, o SENAI do Acre disponibiliza a programação dos cursos de educação profissional. Quem tem interesse em se inscrever, pode obter mais informações no site.