REPÓRTER: O Acre está em guerra contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e do vírus Zika. São mais de 250 agentes de endemia que, junto a mais de 160 agentes de saúde, já estão nas ruas de todo o estado para conscientizar a população sobre a necessidade de combater, identificar e destruir os criadouros do Aedes. A meta é vistoriar todos os 200 mil imóveis do estado. Jeycielly Souza tem 22 anos, trabalha como auxiliadora administrativa e é mãe de um menino de cinco anos de idade. Ela mora no bairro Ferreira da Silva, em Brasiléia, que é uma das cidades do estado com mais focos do Aedes, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. Jeycielle recebeu a visita dos agentes de saúde em casa e sabe como a vistoria é importante para acabar com os prováveis criadouros do mosquito.
SONORA: Jeycielly Souza, Auxiliadora Administrativa
“O que eu posso falar é para as pessoas receberam bem o agente de saúde, porque eles vão para fazer o melhor pra gente, para verificar se tem algum foco. E se tiver eles vão dar um jeito de tirar da residência. E que dengue não é brincadeira.”
REPÓRTER: Segundo aSecretaria Estadual de Saúde, além de Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri também estão entre as localidades com maiores casos de infestação do Aedes no Acre. De acordo com o último relatório do Ministério da Saúde, até agora, 26 casos de microcefalia ainda estão sendo investigados no estado. O Secretário Estadual de Saúde do Acre, Gemil Júnior, explicou que uma das dificuldades encontradas na hora da vistoria dos agentes é justamente conseguir a permissão dos moradores para entrar nas casas. Ele lembra que todos os agentes podem ser identificados porque utilizam uniformes e credenciais de cada município. O secretário faz um apelo para que os cidadãos colaborem com os agentes.
SONORA:Gemil Júnior, Secretário de Saúde do Acre
“É muito importante que essas pessoas tenha uma consciência, que a população atenda da melhor maneira possível, com carinho, os agentes que estão diariamente nos bairros, pra levar uma oportunidade de salvar as pessoas, fazer uma orientação para os moradores. Porque a maior importância desse trabalho é que toda a população tenha uma consciência. Não adianta nós trabalharmos numa casa e o vizinho do lado não deixar com que os agentes entrem. Então é o momento de nós, de mãos dadas, juntos, realmente, nós possamos lutar.”
REPÓRTER: No Acre, os agentes comunitários de endemias já visitaram mais de 60 mil residências em todo o estado. A recomendação do Ministério da Saúde é que cada família reserve 15 minutos por semana para combater o mosquito Aedes. A principal forma de se proteger do Zika e microcefalia, da dengue e chikungunya é impedir que o mosquito nasça. O Ministro da Saúde, Marcelo Castro, chama a atenção para a necessidade de uma rotina de combate ao mosquito.
SONORA: Marcelo Castro, Ministro da Saúde
“O que a gente precisa ter a compreensão é a de que é um trabalho que é duradouro, que nós não vamos eliminar o mosquito de uma hora para outra e que é preciso ser uma ação continuada, rotineira, sistemática.”
REPÓRTER: De acordo com o Ministério da Saúde, 70 por cento da população do Aedes aegypti nasce dentro de casa. Por isso, a participação da população é fundamental. Saiba mais na internet, no endereçocombateaedes.saude.gov.br
Reportagem, Bruna Goularte