Saúde - undefined·26 de fevereiro de 2016

ACRE: 200 mil imóveis vão ser vistoriados no combate ao Aedes

<p class="MsoNormal" style="margin: 0px 0px 0.0001pt; color: rgb(34, 34, 34); font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; orphans: auto; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 1; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-align: justify; line-height: 19.2px; background-image: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-repeat: initial;"><i><span style="line-height: 19.2px; font-family: Arial, sans-serif;">Mais de 250 agentes de endemia j&aacute; est&atilde;o nas ruas para conscientizar a popula&ccedil;&atilde;o</span></i></p>

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER: O Acre está em guerra contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e do vírus Zika. São mais de 250 agentes de endemia que, junto a mais de 160 agentes de saúde, já estão nas ruas de todo o estado para conscientizar a população sobre a necessidade de combater, identificar e destruir os criadouros do Aedes. A meta é vistoriar todos os 200 mil imóveis do estado. Jeycielly Souza tem 22 anos, trabalha como auxiliadora administrativa e é mãe de um menino de cinco anos de idade. Ela mora no bairro Ferreira da Silva, em Brasiléia, que é uma das cidades do estado com mais focos do Aedes, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. Jeycielle recebeu a visita dos agentes de saúde em casa e sabe como a vistoria é importante para acabar com os prováveis criadouros do mosquito. 

SONORA: Jeycielly Souza, Auxiliadora Administrativa

“O que eu posso falar é para as pessoas receberam bem o agente de saúde, porque eles vão para fazer o melhor pra gente, para verificar se tem algum foco. E se tiver eles vão dar um jeito de tirar da residência. E que dengue não é brincadeira.”

REPÓRTER: Segundo aSecretaria Estadual de Saúde, além de Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri também estão entre as localidades com maiores casos de infestação do Aedes no Acre. De acordo com o último relatório do Ministério da Saúde, até agora, 26 casos de microcefalia ainda estão sendo investigados no estado. O Secretário Estadual de Saúde do Acre, Gemil Júnior, explicou que uma das dificuldades encontradas na hora da vistoria dos agentes é justamente conseguir a permissão dos moradores para entrar nas casas. Ele lembra que todos os agentes podem ser identificados porque utilizam uniformes e credenciais de cada município. O secretário faz um apelo para que os cidadãos colaborem com os agentes.

SONORA:Gemil Júnior, Secretário de Saúde do Acre

“É muito importante que essas pessoas tenha uma consciência, que a população atenda da melhor maneira possível, com carinho, os agentes que estão diariamente nos bairros, pra levar uma oportunidade de salvar as pessoas, fazer uma orientação para os moradores. Porque a maior importância desse trabalho é que toda a população tenha uma consciência. Não adianta nós trabalharmos numa casa e o vizinho do lado não deixar com que os agentes entrem. Então é o momento de nós, de mãos dadas, juntos, realmente, nós possamos lutar.”  

REPÓRTER: No Acre, os agentes comunitários de endemias já visitaram mais de 60 mil residências em todo o estado. A recomendação do Ministério da Saúde é que cada família reserve 15 minutos por semana para combater o mosquito Aedes. A principal forma de se proteger do Zika e microcefalia, da dengue e chikungunya é impedir que o mosquito nasça. O Ministro da Saúde, Marcelo Castro, chama a atenção para a necessidade de uma rotina de combate ao mosquito.

SONORA: Marcelo Castro, Ministro da Saúde

“O que a gente precisa ter a compreensão é a de que é um trabalho que é duradouro, que nós não vamos eliminar o mosquito de uma hora para outra e que é preciso ser uma ação continuada, rotineira, sistemática.”

REPÓRTER: De acordo com o Ministério da Saúde, 70 por cento da população do Aedes aegypti nasce dentro de casa. Por isso, a participação da população é fundamental. Saiba mais na internet, no endereçocombateaedes.saude.gov.br

Reportagem, Bruna Goularte

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