Brasil - undefined·12 de outubro de 2018

Acidentes de trabalho têm redução de cerca de 10% no Rio Grande do Sul

Por Agência do Rádio
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Por Aline Dias

O número de acidentes de trabalho caiu, durante os últimos anos, em todo o Brasil. De 2008 a 2017, a taxa de incidência no país passou de 22,98 para 13,74 acidentes a cada mil vínculos empregatícios, de acordo com a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda (SPrev). No Rio Grande do Sul, segundo o Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho de 2017 (AEAT), a redução foi de cerca de 10%, quando os acidentes de trabalho passaram de 52.272, em 2015, para 46.736, em 2017.

Crédito: Divulgação/Fruki

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MAIS: Setores da indústria precisam adotar sistemas digitais para se tornarem competitivos

Uma pesquisa realizada pelo Serviço Social da Indústria (SESI)mostra que 71,6% das indústrias estão dando prioridade à gestão de segurança e saúde dos trabalhadores e que 76,4% dos entrevistados acreditam que o nível de atenção da indústria brasileira com o tema deve aumentar nos próximos anos.

A indústria gaúcha de bebidas Fruki, por exemplo, decidiu investir em saúde e segurança após receber consultorias do SESI Rio Grande do Sul e perceber como isso poderia impactar positivamente na empresa. A indústria reformulou a gestão, integrou a saúde a todos os setores da empresa e passou a acompanhar, semanalmente, todos os possíveis afastamentos, sejam eles por doença ou acidente, para prevenir e auxiliar os funcionários.

Com as medidas adotadas, a indústria conseguiu reduzir os acidentes de trabalho em 75%. Segundo o coordenador de Saúde e Segurança do Trabalho da Fruki, Paulo Sérgio Labres, um dos grandes resultados é a redução de cerca de 52% do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), que é a contribuição obrigatória sobre o grau de incidência de incapacidade laborativa. De 2012 a 2017, a redução chegou a R$670 mil. Até 2019, a indústria estima uma economia de R$1 milhão. “É importante entender que cada real que colocamos na segurança do trabalho é um investimento e não um gasto. E os resultados são percebidos na saúde e segurança e bem estar de cada profissional”, destaca.

Segundo o gerente de Saúde e Segurança no Trabalho do SESI do Rio Grande do Sul, Antonino Germano, a indústria tem feito sua parte, mas ainda há muito trabalho a se fazer. “As empresas estão a arrumar a casa. Toda a parte legal vai ser feita, mas a gente enxerga que isso não vai ser suficiente porque no cenário atual, os desafios, sobretudo na área da saúde, são múltiplos”, explica.

Crédito: Divulgação/CNI

O SESI oferece consultoria às indústrias do estado para ajudar as empresas a proporcionarem um ambiente saudável para o trabalhador, sem deixar de pensar no desempenho da empresa. O intuito é definir estratégias para melhorar a gestão da saúde do trabalhador e reduzir os custos com saúde, que segundo o gerente, já é o segundo item mais caro para as empresas, depois da folha de pagamento.

“O SESI tem esse grande objetivo da qualidade de vida do trabalhador, mas sem nunca desvincular isso da competitividade da empresa. O objetivo lá na frente é a redução de custos, porque com a redução de custos você vincula diretamente ganho de competitividade da empresa”, ressalta Antonino.

Propostas do setor da Indústria
A Confederação Nacional da Indústria (CNI)identificou e encaminhou aos candidatos à Presidência uma série de propostas para a modernização previdenciária e da saúde e segurança do trabalhador. Entre as medidas está a inclusão de metas de segurança e saúde no trabalho para fins de participação nos lucros e resultados das empresas.

Além disso, a CNI propõe a possibilidade do acesso à Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) por meio eletrônico, para que a empresa consiga acompanhar o processo do afastamento, mesmo quando não emitida por ela. A CAT é emitida para comunicar um acidente de trabalho ou uma doença ocupacional.

Permitir que o serviço médico da empresa participe da perícia médica do INSS, realizada quando o trabalhador precisa se afastar, e ter acesso ao laudo emitido, também faz parte das medidas propostas.
 

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