Brasil - undefined·21 de dezembro de 2018

88% do transporte no Rio Grande do Sul é feito pelas rodovias

<p>Deputado afirma que setor de infraestrutura deve ser foco dos projetos da C&acirc;mara, ap&oacute;s aprova&ccedil;&atilde;o da reforma da previd&ecirc;ncia</p>

Por Agência do Rádio
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Cerca de 88% do transporte de cargas e pessoas no Rio Grande do Sul é dependente do modal rodoviário, segundo o Atlas Socioeconômico, da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do estado. No comparativo com outros estados, essa porcentagem cai para 65%.

As ferrovias gaúchas, por sua vez, são responsáveis por 6% do transporte do estado. A participação desse modal no Brasil é de apenas 30%. Outros 3% da demanda logística do Rio Grande do Sul são supridos pelos principais portos públicos: Rio Grande, Pelotas, Porto Alegre e Estrela.

No Congresso Nacional, as pautas para melhoria do setor de infraestrutura devem ser o foco dos parlamentares após a reforma da Previdência, segundo o deputado do PP gaúcho, Jerônimo Goergen.

“A segunda crise já é vista pelo mercado financeiro como a crise da infraestrutura. Se a economia aquecer, começar a produzir, começar a vender, começar a consumir, nós vamos nos debater com o problema da falta de infraestrutura. Tem municípios, como Chiapetta, que é buraco para chegar até lá”.

O professor do Departamento de Engenharia de Produção e Transporte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Luiz Afonso Senna, alerta sobre a necessidade de transformar o sistema de transportes do país em multimodal.

“Sem rodovias qualificadas, nós não temos a possibilidade de termos uma economia saudável. A gestão pública tem sido muito incompetente também nas hidrovias e nas ferrovias, que seriam as alternativas, eu diria mais do que alternativas, o complemento para o sistema que deve ser, obviamente, multimodal”.

Com o objetivo de transformar o Rio Grande do Sul no melhor estado para viver e trabalhar, um grupo de voluntários criou o projeto Agenda 2020. O estudo apresenta mais de 800 propostas para garantir o desenvolvimento do estado gaúcho nos próximos anos.

No setor do agronegócio, por exemplo, o documento aponta a carência na área de logística no transporte de grãos. Em 2017, o Rio Grande do Sul produziu mais de 35 milhões de toneladas de milho, soja, arroz, feijão e trigo. Como solução, a agenda aponta o escoamento por hidrovias.

Reportagem, Clara Sasse

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