Brasil - undefined·08 de fevereiro de 2019

500 pessoas são retiradas de suas casas em Minas Gerais por conta de risco de rompimento em barragem

<p><em>Os moradores sa&iacute;ram de suas resid&ecirc;ncias por volta de 1h da manh&atilde;, ap&oacute;s sirenes serem acionadas</em></p>

Por Agência do Rádio
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Moradores de Minas Gerais voltaram a se assustar com possíveis problemas em barragens de rejeitos de minério. Na madrugada desta sexta-feira (8), a Agência Nacional de Mineração determinou a retirada de 500 pessoas da comunidade de Socorro, Tabuleiros e Piteiras, todas localizadas em Barão dos Cocais, na região central de Minas, por causa de um alerta de risco na barragem Sul Superior da mina Gongo Soco, da Vale.

Os moradores saíram de suas casas por volta de 1h da manhã, após as sirenes serem acionadas. Além disso, os habitantes do povoado de Pinheiros, em Itatiaiuçu, região metropolitana de Belo Horizonte, também foram retiradas de suas casas. Cerca de 50 famílias foram levadas para um hotel em Itaúna (MG). Segundo a polícia militar, o pedido de retirada veio da Defesa Civil, que alertou para o risco do rompimento da barragem.

De acordo com a mineradora, a consultoria Walm negou a Declaração de Condição de Estabilidade da estrutura. Na sequência, a empresa começou a executar o nível 1 do Plano de Ação de emergência de barragens de mineração. Porém, a prefeitura de Barão dos Cocais disse que a Agência Nacional de Mineração ampliou para o nível 2 de possibilidades de rompimento.

É importante ressaltar que a barragem Superior Sul, assim como as barragens que se romperam em Brumadinho e Mariana, foi construída pelo método de alteamento a montante e está entre as dez barragens que a Vale pretende eliminar.

Reportagem, Tainá Ferreira

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