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LOC.: Um estudo da Receita Federal revela que a arrecadação tributária no Brasil está concentrada em poucos municípios.
Apesar de o país ter mais de CINCO MIL E QUINHENTAS cidades, apenas CEM delas respondem por cerca de SETENTA E SETE POR CENTO do total arrecadado em 2024.
Essas cidades concentram apenas pouco mais de TRINTA E SEIS POR CENTO da população brasileira, mostrando que a arrecadação depende mais da atividade industrial e empresarial do que do número de habitantes.
Entre as dez cidades que mais arrecadaram, o valor somado chega a quase DOIS TRILHÕES DE REAIS. São Paulo lidera com mais de QUINHENTOS E OITENTA BILHÕES, seguido por Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Cidades como Osasco e Barueri aparecem no ranking por abrigarem grandes empresas e indústrias.
No recorte regional, o Sudeste é responsável por CINQUENTA E TRÊS POR CENTO da arrecadação, seguido pelo Sul, com VINTE E SEIS POR CENTO. Municípios de médio porte com fortes polos industriais, como Joinville, Caxias do Sul e Itajaí, superam várias capitais do Norte e Nordeste.
A Reforma Tributária, que estrou em fase de teste em 2026, prevê uma mudança na cobrança de impostos, do modelo de “origem” — onde se produz — para o modelo de “destino”, onde ocorre o consumo.
Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, isso deve equilibrar a arrecadação entre regiões a partir de 2033, beneficiando áreas que hoje consomem mais, mas produzem menos, como Norte e Nordeste.
Reportagem, Marquezan Araújo