Brasil - undefined·16 de junho de 2018

10% mais pobres podem levar até nove gerações para alcançar renda média do país, aponta OCDE

<p>Apenas Col&ocirc;mbia e &Aacute;frica do Sul tem resultados piores que o Brasil, em uma lista que tem 30 pa&iacute;ses</p>

Por Agência do Rádio
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Se no futebol o Brasil ocupa uma posição de destaque no ranking da FIFA, não se pode dizer o mesmo quando o assunto é igualdade social. Um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela que uma família brasileira na faixa dos 10% mais pobres pode levar até nove gerações para alcançar a renda média do país. Apenas Colômbia e África do Sul têm resultados piores que o Brasil, em uma lista que conta com 30 países.

O estudo intitulado “O elevador social está quebrado? Como promover mobilidade social” aponta que a percepção do brasileiro comprova a difícil realidade: seis em cada dez cidadãos pensam que esforço não é o bastante para uma pessoa que nasceu pobre alcançar uma situação de vida confortável.

Como possíveis soluções, a OCDE sugere ao Brasil melhorar o gasto público, principalmente nas áreas de educação e saúde, com mais investimentos no ensino básico e alocando recursos para tratamentos médicos mais importantes. A formação de desempregados por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) também é destacada pelo organismo internacional, assim como a redistribuição de renda por meio de reformas que acabem com isenções e o aumento do gasto social em programas para auxiliar os cidadãos mais vulneráveis.

O conceito de mobilidade social, avaliado pelo estudo, tem reflexo na produtividade econômica de um país e na qualidade de vida de seus cidadãos. O índice é maior em países como Estados Unidos, Dinamarca, Noruega, Finlândia e Suécia.

Reportagem, Tácido Rodrigues
 

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