Saúde - undefined·01 de janeiro de 2019

#04 Saúde em Série (Saúde Mental 02): Depressão

Por Agência do Rádio
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No último episódio falamos da Síndrome de Burnout, a síndrome do esgotamento físico e mental relacionado ao trabalho. Por vezes, as características da doença se confundem com a depressão. Mas para que você não fique em dúvida, trouxemos o coordenador do departamento de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro para responder a alguns questionamentos.
Neste episódio falaremos da DEPRESSÃO, um transtorno mental que atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde - OMS. Vale lembrar que a depressão nem sempre está ligada à tristeza. Existem outros sintomas envolvidos e que podem aparecer até mesmo em pessoas que, aparentemente estão sempre de bom-humor, não é mesmo Quirino?
 “Muitas vezes, o indivíduo que apresenta um quadro de depressão, ele se apresenta as vezes num contexto social de modo que, muitas vezes não é fácil identificar que esse indivíduo está apresentando um caso de depressão. O indivíduo pode ter dificuldade pra adormecer, pra pegar no sono. O sono pode ser entrecortado, o indivíduo pode ter um despertar precoce.  Pode ter alterações do apetite. Então o indivíduo pode começar a comer mais, pode começar a comer menos... pode ter sintomas de ansiedade: uma sensação do coração bater mais forte, falta de ar... Então sintomas desse tipo também podem aparecer”.  
O problema é que esses sintomas costumam ser confundidos com estresse, ou um mal-estar do dia-a-dia e a pessoa acaba não buscando tratamento adequado. A OMS menciona que em muitos países menos de 10% das pessoas afetadas pela depressão buscam ou recebem o tratamento adequado. E é aí que mora o perigo: um quadro que seria diagnosticado como leve passa a ficar cada vez mais grave, podendo ter sérias consequências, como explica o especialista.
 “Muitas vezes em casos mais graves, a depressão pode ser acompanhada por pensamentos de ruina, de que nada na vida vai dar certo, que não adianta se engajar em coisas novas. E esse pensamento pode ficar cada vez mais distorcido de modo que o indivíduo com depressão pode começar a ter pensamentos de morte e muitas vezes pensamentos suicidas em casos mais graves. Daí a importância de sempre que se identificar um indivíduo com depressão, incentivá-lo a buscar tratamento – psiquiátrico, psicológico. Isso é fundamental! ”.
E como a gente pode identificar se alguém está apresentando sinais de depressão? E o que podemos fazer?
“Sempre que alguém começar a dizer que está mais triste do que o habitual, que tá com dificuldade de se engajar em tarefas novas e começa a mudar o comportamento; mesmo que em alguns contextos sociais isso não aparenta acontecer, é importante que se fique atento com essas situações e que incentive a pessoa a procurar ajuda profissional. No Sistema Único de Saúde, existe uma rede de serviço - que a Rede de Atenção Psicossocial, a RAPS -, que é composta por uma série de equipamentos, uma série de locais das pessoas podem buscar e conseguir ajuda”.
O primeiro passo para buscar ajuda é procurar por uma Unidade de Saúde assim que aparecerem os sinais da doença. Ali, os profissionais fazem a avaliação e os encaminhamentos necessários seja a laboratórios especializados ou aos CAPS – Centros de Atenção Psicossocial. 
Mas o que fazer se a palpitação no coração não passa, ou se você sente agonia de estar em determinados lugares? Ou até mesmo se precisa conferir se trancou a porta de casa de forma quase compulsiva? Acompanhe o próximo episódio e aprenda a lidar com os diferentes transtornos ansiosos.
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