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LOC.: A revisão das faixas de faturamento do Simples Nacional está no centro do debate no Congresso Nacional. Parlamentares e representantes do setor produtivo afirmam que os valores em vigor já não acompanham a realidade econômica e podem dificultar o crescimento de micro e pequenas empresas.
A deputada federal Soraya Santos, do PL do Rio de Janeiro, defendeu mudanças nas regras de enquadramento do regime. Segundo ela, os limites atuais podem criar barreiras para quem busca expandir o próprio negócio.
TEC./SONORA: Soraya Santos, deputada federal (PL-RJ)
“É como se você olhasse assim um teto de vidro e achasse que você pode voar. Aí chega lá: ‘meu limite financeiro tá aqui. Eu preciso romper isso’. Então, ao invés de eu estar ajudando, eu estou só fomentando o quê? A informalidade. Informalidade tira a dignidade da pessoa de poder comprar seu carro, para comprar seu insumo.”
LOC.: O tema ganhou força enquanto o governo federal prepara o envio de uma proposta ao Congresso para ampliar o teto de faturamento do Microempreendedor Individual, o MEI.
Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o texto deverá ser analisado pela comissão especial responsável pelo Projeto de Lei Complementar 108 de 2021. Esta proposta eleva o limite anual de faturamento do MEI para 130 mil reais e permite a contratação de até dois empregados.
A ausência de atualização para demais faixas de enquadramento do Simples Nacional preocupa representantes do setor produtivo, que defendem tratamento prioritário para micro e pequenas empresas.
Entidades empresariais defendem uma elevação do teto do MEI para cerca de 145 mil reais por ano, o das microempresas para aproximadamente 870 mil reais e o das empresas de pequeno porte para cerca de 8 milhões e 700 mil reais.
Para Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, a atualização dos limites é necessária para evitar que empresas deixem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
LOC.: Atualmente, os limites de faturamento são de 81 mil reais por ano para o MEI, 360 mil reais para microempresas e 4 milhões e 800 mil reais para empresas de pequeno porte.
Reportagem, Álvaro Couto.