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LOC.: Os deputados estão prontos para votar a matéria que atualiza o limite de faturamento anual dos MEIs para até R$ 130 mil e permite a contratação de até dois funcionários.
A atualização da tabela do Simples Nacional é uma pauta prioritária para entidades empresariais. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, atua para corrigir também as demais faixas de enquadramento do regime tributário. Segundo estimativas da instituição, a medida pode gerar 869 mil empregos, com a injeção de mais de 81 bilhões de reais na economia.
Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, destaca que a atualização é relevante para evitar que empresas abandonem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
LOC.: A modificação dos limites de receita para o MEI foi apresentada e aprovada no Senado Federal em 2021. Há quase 5 anos indo e voltando de comissões na Câmara dos Deputados, a aceleração da tramitação representa uma chance de acabar com esse vai e vem.
De acordo com o deputado Thiago de Joaldo, do PP de Sergipe, a matéria está pronta para votação assim que desejar o presidente da casa, Hugo Motta.
TEC./SONORA: Thiago de Joaldo, deputado federal (PP-SE)
“O governo vai apresentar cálculo, vai apresentar conta, vai tentar diminuir o máximo que ele puder de algum tipo de impacto financeiro que possa trazer as receitas do governo, mas a gente precisa entender que do lado de lá não tem facilidade também, né? Quem está empreendendo todos os dias no país, onde a carga tributária só aumenta. Nós estamos chegando a quase 40% do PIB de tributo.”
LOC.: Em 2018, a receita máxima para microempreendedores individuais foi fixada no valor de 81 mil reais, com a possibilidade de contratação de apenas um empregado. Além de modificar esses pontos, os deputados analisam também a inclusão de um mecanismo de atualização anual da tabela no texto, a exemplo dos valores de procedimentos feitos por instituições privadas para o Sistema Único de Saúde, aprovado em 2024.
A deputada Any Ortiz, do Cidadania do Rio Grande do Sul, destaca que 25% dos empregos formais no país são gerados por empresas enquadradas no Simples Nacional, mas a defasagem dos limites leva ao estrangulamento e inviabilidade financeiros dessas companhias.
TEC./SONORA: Any Ortiz, deputada federal (Cidadania-RS)
“Com o impacto da inflação acumulada, da elevação dos preços dos insumos, dos produtos, não há como se manter no teto dessa tabela que está absolutamente desatualizada há quase 10 anos. E as empresas estão sufocadas. Muitas delas estão sendo empurradas para fora do Simples, não porque cresceram organicamente, mas sim porque estão sufocadas na tabela e elas não conseguem sobreviver com uma alta carga tributária que terão que pagar.”
LOC.: O Simples Nacional foi desenvolvido para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo. O regime reúne diversos impostos em uma única guia. Atualmente, é o principal regime tributário aplicado aos pequenos negócios no país.
Reportagem, Álvaro Couto.