Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

ANP abre consulta pública para definir novos critérios de distribuição de royalties

Agência vai atualizar critérios de repasse de royalties a municípios impactados pela atividade petrolífera

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai abrir consulta e audiência públicas para revisar as regras que definem a distribuição de royalties aos municípios afetados por operações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural

A medida tem como objetivo adequar a regulamentação ao Decreto nº 12.849/2026, que passou a considerar os terminais aquaviários como instalações de embarque e desembarque para fins de compensação financeira.

Com a mudança, em vigor desde 1º de julho deste ano, os terminais aquaviários diretamente interligados a instalações marítimas também passam a integrar os critérios de distribuição dos royalties. Caberá à ANP estabelecer as regras técnicas para o cálculo desses repasses, garantindo que o mesmo volume de petróleo ou gás movimentado não seja contabilizado simultaneamente no terminal aquaviário e na instalação marítima correspondente, evitando duplicidade na compensação financeira.

A revisão será feita por meio de atualização da Portaria Técnica ANP nº 29/2001. Como a alteração decorre da regulamentação de um decreto federal, a Diretoria Colegiada da agência dispensou a realização de análise de impacto regulatório. A expectativa é que a atualização da norma traga maior segurança jurídica, transparência e previsibilidade na distribuição dos recursos entre os municípios beneficiados.

Royalties do petróleo

Os royalties do petróleo representam uma importante fonte de receita para estados e municípios e podem ser aplicados em áreas como saúde, educação, saneamento, mobilidade urbana e infraestrutura. Dessa forma, a definição de critérios técnicos mais claros para a distribuição desses recursos pode fortalecer o planejamento das administrações municipais e ampliar a capacidade de investimento em serviços públicos, beneficiando diretamente a população das localidades impactadas pelas atividades da indústria de petróleo e gás.

A iniciativa ocorre em um momento de destaque para o tema dos royalties no país. Em junho, a ANP concluiu a distribuição de R$ 4,88 bilhões em royalties referentes à produção de fevereiro de 2026 para a União, estados e municípios. Desse total, R$ 743,74 milhões foram destinados a 531 municípios e R$ 563,45 milhões a três estados no âmbito dos contratos de partilha de produção, evidenciando a relevância desses recursos para as finanças públicas.

A minuta da resolução e as orientações para participação na consulta e na audiência públicas serão divulgadas nos próximos dias no portal da ANP, após a publicação do aviso no Diário Oficial da União. A consulta permitirá que representantes do setor, gestores públicos e demais interessados contribuam para o aperfeiçoamento da regulamentação antes da publicação da norma definitiva.

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LOC: A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, vai abrir consulta pública para revisar os critérios de distribuição dos royalties destinados aos municípios afetados por operações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural. 

A medida atualiza a regulamentação para adequá-la ao Decreto nº 12.849, de 2026, que passou a incluir os terminais aquaviários entre as instalações que podem gerar direito à compensação financeira.

Com a mudança, a ANP será responsável por definir as regras técnicas para o cálculo dos repasses. O objetivo é evitar que o mesmo volume de petróleo ou gás seja contabilizado duas vezes, garantindo uma distribuição mais transparente e segura dos recursos entre os municípios beneficiados. Os royalties são uma importante fonte de receita para estados e municípios e podem financiar investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação, saneamento, mobilidade urbana e infraestrutura. 

A minuta da resolução e as orientações para participação na consulta pública e na audiência pública serão divulgadas nos próximos dias no portal da ANP, após a publicação do aviso no Diário Oficial da União. A expectativa é que as contribuições da sociedade e dos representantes do setor ajudem a aperfeiçoar a regulamentação antes da publicação da norma definitiva.

Reportagem, Juline Pogorzelski.