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LOC.: O projeto que reformula a política agrícola e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, o PSR, avança no Congresso Nacional e agora aguarda votação no Senado Federal.
A expectativa de parlamentares e representantes do setor produtivo é que a proposta seja aprovada a tempo de entrar em vigor já no Plano Safra 2026-2027.
Entre as mudanças previstas estão juros menores em operações de crédito rural seguradas e a criação de um mecanismo de financiamento por meio do chamado Fundo Catástrofe, abastecido com recursos públicos.
Para o deputado federal Henderson Pinto, do União Brasil do Pará, há mobilização para acelerar a tramitação da matéria.
TEC./SONORA: Henderson Pinto, deputado federal (União-PA)
“Nós estamos exatamente com essa força tarefa de garantir que haja essa celeridade, que seja aprovado também no Senado Federal e, se sancionado, fazer valer aquilo que nós tanto esperamos para o nosso produtor rural, que é dar segurança jurídica, trazer o seguro rural para perto e principalmente com possibilidade de novos investimentos para que o setor continue continue contribuindo com o PIB brasileiro.”
LOC.: A proposta também é acompanhada com expectativa pelo setor produtivo paraense.
A avaliação é que o aumento da participação do poder público no financiamento do seguro rural pode ampliar a contratação de apólices e reduzir custos para os produtores.
Segundo João Braga, vice-presidente de Serviços da Associação Comercial do Pará, muitos agricultores deixam de contratar o seguro por causa do preço.
TEC./SONORA: João Braga, vice-presidente de Serviços da ACP
“Alguns seguros são obrigatórios fazer por questão de adiantamento, de produção, alguma coisa assim, mas economicamente fica inviável para o produtor esse custo. Então, essa medida que só falta agora passar no Senado, vai ajudar muito os produtores a fazer pelo menos os seguros que são obrigatórios, porque o custo desse seguro, sem subsídio, aumenta muito.”
LOC.: A expectativa é de retomada da relevância do PSR. Dados do Ministério da Agricultura demonstram que o valor executado pela política caiu 49% em relação a 2021, e a área coberta teve o pior desempenho nos últimos 10 anos, com 3,2 milhões de hectares assegurados em 2025.
Para o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, Alfredo Cotait Neto, a redução dos investimentos compromete toda a economia.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Quando a safra quebra, os impactos chegam ao comércio e ao bolso das famílias. Por isso, reduzir recursos para o seguro rural é um erro. Sem a proteção, o crédito fica mais caro, o risco aumenta e toda a economia sente os efeitos. Defender o seguro rural é defender estabilidade, previsibilidade e alimentos a preços mais acessíveis para os brasileiros.”
LOC.: A proposta volta ao Senado, onde foi apresentada e aprovada em dezembro do ano passado. Diante das mudanças substanciais feitas na Câmara, a matéria retorna para a casa de origem, que deve votar se mantém as alterações ou se retoma o primeiro formato.
Reportagem, Álvaro Couto.