Economia - Reforma Tributária·25 de agosto de 2021

Sergipe pode perder PIB caso reforma tributária seja fatiada no Congresso

De 2020 para cá, o estado ampliou o PIB para mais de R$ 7 bilhões e já contrata mais de 65 mil trabalhadores na indústria

Por Janary Bastos Damacena
Ouvir · 00:02:35

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

O estado de Sergipe possui, atualmente, PIB industrial de R$7,5 bilhões, o equivalente a 0,6% da indústria brasileira. Ao todo, o setor emprega 65.327 trabalhadores, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria. O quadro positivo, no entanto, pode sofrer perdas caso a reforma tributária discutida no Congresso não seja ampla.

Entre janeiro e junho deste ano, Sergipe arrecadou mais de R$2,3 bilhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Essa quantia representa uma variação 26,38% maior do que o arrecadado no mesmo período do ano passado, quando o valor coletado foi de R$1,8 bilhão. Os números são do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

De acordo com o advogado tributarista, Matheus Almeida, o Brasil possui incontáveis tributos e um sistema que não favorece os empresários, então, esse projeto que está em debate no Congresso Nacional precisa ser mais aberto a mudanças para ser uma reforma abrangente e não apenas pontual.

“Ele tem que ser tratado com muito cuidado por que versa apenas sobre o imposto de renda e não sobre o nosso complexo sistema tributário nas esferas federal, estadual e municipal. O nosso país, de fato, precisa de uma reforma tributária completa em todas as esferas para que, assim, a gente consiga a redução da carga tributária e, também, da complexidade que nós enfrentamos atualmente”, destacou o especialista. 

Estudantes de escolas públicas e privadas voltam às aulas após desmotivação causada pelo ensino remoto

Posso tomar doses diferentes da vacina para Covid-19?

Crescimento econômico

Especialistas consideram, ainda, que o sistema tributário em vigor no Brasil reduz a capacidade de competitividade do País e dos estados. Um deles é o diretor de Assuntos Tributários da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais, Juracy Soares. Segundo ele, o atual modelo contribui para o baixo crescimento econômico.

“Para milhares de empresas, os elevados custos de conformidade afastam investimentos produtivos e minam as atividades dessas corporações no mercado nacional e global. Para a administração pública, a infinidade de novas normas que são escritas para tapar buracos, que viabilizam sonegação, e também para gerir esse sistema complexo, resultam em perdas de arrecadação e elevados custos de gerenciamento e controle”, destaca.

O que muda com a reforma tributária mais ampla?

Uma reforma tributária ampla pode aumentar em até 20% o ritmo de crescimento do PIB do Brasil nos próximos 15 anos. A projeção foi feita por profissionais renomados, que atuam em instituições como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a LCA Consultores e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com os pesquisadores, esse resultado será consequência de ganhos de competitividade da produção nacional em relação aos competidores externos e da melhor alocação dos recursos produtivos.

O IPEA, por exemplo, considera que as mudanças na forma de se cobrar impostos no Brasil poderão reduzir a pressão dos tributos sobre o cidadão de menor renda, o que resulta em diminuição das desigualdades sociais.

Áudio
0:00 / 0:00
Áudio
0:00 / 0:00
SOBRE

Janary Bastos Damacena

Com formação em jornalismo e pós-graduação em linguística, Janary Damacena se especializou em Narratologia e no Storytelling para reportar notícias. Com participação em redações de jornais impressos, revistas, rádios, televisão e assessorias de imprensa; alguns de seus trabalhos mais marcantes foram realizados em lugares como a Agência do Rádio Brasileiro, Rádio Nacional, Jornal de Brasília, Agência Rádio Web, Jornal Tribuna do Brasil, TV Educativa, Presidência da República, Ministério da Saúde, Revista Plano Brasília, Agência Gralha Comunicação e Vídeo e Organização das Nações Unidas (ONU).

Ver todas as matérias
CONTINUE LENDO

Mais sobre Reforma Tributária

Ver editoria completa
Simples Nacional05 de novembro de 2026

Reforma Tributária: deputados e representantes empresariais articulam propostas para evitar perdas ao Simples Nacional

Encontro promovido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) debateu mecanismos de compensação, correção das faixas de enquadramento e preservação da competitividade das pequenas empresas

Reforma Tributária05 de novembro de 2026

Entidades defendem adiamento da CBS para 2028

Setores jurídico, tributário e empresarial apontam riscos de insegurança jurídica, aumento de custos e falhas operacionais na implementação do novo tributo

Simples Nacional31 de outubro de 2026

Simples Nacional: implementação da Reforma Tributária mobiliza setor produtivo e Congresso

Entidades empresariais e parlamentares discutem os desafios operacionais e jurídicos do novo sistema, que começa a valer em 2027

t-page