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LOC.: Parlamentares do Nordeste e representantes do setor produtivo defendem a aprovação das mudanças no seguro rural. A proposta busca ampliar a proteção dos produtores diante de perdas causadas por eventos climáticos.
O Projeto de Lei 2951 de 2024, que reformula a política agrícola e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, o PSR, foi aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio e agora será analisado pelo Senado Federal.
A proposta prevê juros menores, prioridade no acesso ao crédito para produtores segurados e financiamento do prêmio do seguro.
O deputado federal Coronel Meira, do PL de Pernambuco, afirma que a agricultura brasileira depende das condições climáticas e que secas, enchentes e excesso de chuvas podem comprometer a produção.
Segundo ele, o projeto também cria condições para que produtores afetados reorganizem suas finanças.
TEC./SONORA: deputado federal Coronel Meira (PL-PE)
“A maioria da agricultura no Brasil depende totalmente da natureza. No Nordeste, há seca. Em outros estados do Sul do país, há cheias, enchentes e muita chuva. E isso prejudica totalmente a safra do homem que coloca do seu suor ao seu dinheiro na compra de sementes, implementos e fertilizantes para conseguir produzir. Com esse projeto, nós vamos fazer com que se possa dar um tempo a mais para que se pague exatamente os débitos adquiridos junto ao governo.”
LOC.: O deputado federal Márcio Honaiser, do Solidariedade do Maranhão, avalia que o seguro rural é uma ferramenta para dar mais segurança ao produtor.
Ele afirma que os recursos destinados atualmente ao programa ainda são insuficientes para atender à demanda do setor.
TEC./SONORA: deputado federal Márcio Honaiser (Solidariedade-MA)
“Mais tranquilidade, mais garantia para o produtor rural. Esse projeto é fundamental para todo o nosso agro. O valor hoje destinado é muito pequeno, não cobre, não chega nem perto da necessidade e da demanda que nós temos. Por isso é importante aprovar esse projeto.”
LOC.: Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, o Mapa, mostram uma redução nos recursos e na contratação do seguro rural nos últimos anos. Em 2025, a área protegida pelo programa caiu para o menor nível em uma década.
Para o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, Alfredo Cotait Neto, a falta de proteção no campo afeta toda a economia.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Quando a safra quebra, os impactos chegam ao comércio e ao bolso das famílias. Por isso, reduzir recursos para o seguro rural é um erro. Sem a proteção, o crédito fica mais caro, o risco aumenta e toda a economia sente os efeitos. Defender o seguro rural é defender estabilidade, previsibilidade e alimentos a preços mais acessíveis para os brasileiros.”
LOC.: A proposta aprovada na Câmara foi enviada ao local de origem, o Senado Federal, que deve votar se mantém as alterações ou se retoma o primeiro formato.
Reportagem, Bianca Mingote