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LOC.: O setor produtivo de Goiás defende a atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional.
Empresários e representantes do associativismo afirmam que a tabela está sem correção desde 2018. Segundo eles, a defasagem aumenta custos, reduz a competitividade e pode levar empresas à informalidade.
O Projeto de Lei Complementar 108 de 2021, em análise na Câmara dos Deputados, amplia o teto anual de faturamento do Microempreendedor Individual, o MEI, dos atuais 81 mil para até 130 mil reais.
A proposta tem apoio de entidades empresariais locais.
O presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias de Goiás, a Facieg, Leopoldo Moreira Neto, afirma que a atualização é importante para garantir a continuidade dos pequenos negócios.
TEC./SONORA: Leopoldo Moreira Neto, presidente da Facieg
“Os empreendedores já são muito sacrificados e o reajuste da tabela do limite do Simples Nacional é muito importante para a continuidade dos negócios e do empreendedorismo.”
LOC.: O empresário, ex-presidente da Facieg e pré-candidato a deputado estadual de Goiás pelo Mobiliza, Márcio Luís, afirma que a falta de correção dos limites faz com que empresas paguem mais tributos sem que haja aumento real de renda.
Ele defende que os reajustes sejam feitos anualmente, usando a inflação como referência.
TEC./SONORA: Márcio Luís (Mobiliza-GO), empresário
“A nossa luta é para aumentar imediatamente a tabela do simples através de um reajuste. Inclusive nós defendemos que isso seja feito de maneira anual, tendo a própria inflação como indexador, para que situações como essa não voltem a acontecer.”
LOC.: A mobilização é liderada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, que pede uma correção de OITENTA E TRÊS POR CENTO nos valores atuais.
A entidade defende que o teto do MEI passe para CENTO E QUARENTA E QUATRO MIL E NOVECENTOS REAIS por ano. A CACB também defende aumentos dos limites para microempresas e empresas de pequeno porte.
Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a correção dos limites é essencial para evitar que pequenos empreendedores migrem para a informalidade ou para regimes tributários mais caros.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
LOC.: Criado para simplificar o pagamento de tributos e reduzir a burocracia, o Simples Nacional unifica diversos impostos em uma única guia. Hoje, é o principal regime tributário adotado pelos pequenos negócios no país.
O projeto de lei complementar que aumenta para até CENTO E TRINTA MIL reais o limite de receita bruta anual do MEI segue em discussão na Câmara dos Deputados em uma Comissão Especial. Se aprovado, retorna para análise no Senado Federal.
Reportagem, Bianca Mingote