Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

SARAMPO: Ministério da Saúde cria sala para monitorar casos da doença

Amapá, Rio de Janeiro e São Paulo registram surto de sarampo. Infectologista reforça que a única forma de prevenção é a vacina


O Ministério da Saúde ativou uma Sala de Situação para monitorar a circulação do sarampo no país. Segundo a pasta, Amapá, Rio de Janeiro e São Paulo registram surto da doença. Por meio da sala, o órgão vai adotar estratégias para tentar interromper a circulação do vírus do sarampo e eliminar a doença do território nacional.

Em 2016, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) chegou a considerar o Brasil livre da doença, mas o país voltou a registrar casos de sarampo com frequência. 

A infectologista Sylvia Lemos afirma que o crescente número de casos da doença era esperado após inúmeros “alertas” das autoridades de saúde a respeito da maior circulação do vírus, primeiramente na Europa, e da baixa adesão da população às campanhas de vacinação. Com a chegada da pandemia da Covid-19, a prevenção contra o sarampo ficou em segundo plano. 

“Quando a pandemia da Covid-19 chegou, todas as pessoas esqueceram das outras doenças. Esqueceram das outras vacinas. Durante o ano passado, as vacinas da gripe e do sarampo foram refeitas e a adesão foi muito baixa. Portanto, o resultado que nós estamos vendo agora é simplesmente da não adesão das pessoas a uma vacina antiga, que já existe, e que já há algum tempo vinha sendo finalizada para que fosse tomada”, explica. 

O Ministério da Saúde diz tratar a vacinação contra a doença como prioridade. Na última segunda-feira (8), a pasta lançou a Campanha de Multivacinação de 2022. Entre as vacinas ofertadas nas unidades de saúde está a dose tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. 

A especialista reforça, no entanto, que não basta apenas as autoridades de saúde fazerem a sua parte. “Estimular as pessoas a irem se vacinar é o que pode ser feito. Mas a decisão de levar o seu filho para tomar qualquer que seja a vacina, especialmente do sarampo, vai depender de cada um de nós, como sempre. Nem sempre as políticas institucionais resolvem problemas que exigem mudanças de comportamento, que exigem atitudes”, pontua. 

O que é o sarampo

Segundo o Ministério da Saúde, o sarampo é uma doença infecciosa grave, que pode levar à morte. A transmissão ocorre quando a pessoa doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única forma de evitar o sarampo é tomando a vacina. 

Os principais sintomas são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso. Outros sinais e sintomas podem aparecer de três a cinco dias depois, como manchas vermelhas no rosto, atrás das orelhas, as quais, em seguida, espalham-se pelo corpo. A pasta reforça que a persistência de febre é um alerta que pode indicar gravidade, principalmente em crianças com menos de cinco anos. 

“O sarampo desperta gatilhos pulmonares de extrema gravidade, trazendo pneumonias bacterianas associadas, seja na idade baixa ou na idade adulta ou no meio dela”, explica Sylvia. 

Não há tratamento específico para o sarampo. Em geral, são utilizados medicamentos para diminuir as dores geradas pela doença. 

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A infectologista Sylvia Lemos afirma que o crescente número de casos da doença era esperado após inúmeros “alertas” das autoridades de saúde a respeito da maior circulação do vírus, primeiramente na Europa, e da baixa adesão da população às campanhas de vacinação. Com a chegada da pandemia da Covid-19, a prevenção contra o sarampo ficou em segundo plano. 
 

TEC./SONORA: Sylvia Lemos, infectologista

“Quando a pandemia da Covid-19 chegou, todas as pessoas esqueceram das outras doenças. Esqueceram das outras vacinas. Durante o ano passado, as vacinas da gripe e do sarampo foram refeitas e a adesão foi muito baixa. Portanto, o resultado que nós estamos vendo agora é simplesmente da não adesão das pessoas a uma vacina antiga.”

LOC.: O sarampo é uma doença infecciosa grave, que pode levar à morte. A transmissão ocorre quando a pessoa doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única forma de evitar o sarampo é tomando a vacina. 

A especialista reforça, no entanto, que não basta apenas as autoridades de saúde fazerem a sua parte.  

TEC./SONORA: Sylvia Lemos, infectologista

“Estimular as pessoas a irem se vacinar é o que pode ser feito. Mas a decisão de levar o seu filho para tomar qualquer que seja a vacina, especialmente do sarampo, vai depender de cada um de nós, como sempre. Nem sempre as políticas institucionais resolvem problemas que exigem mudanças de comportamento, que exigem atitudes”.
 

LOC.: O Ministério da Saúde diz tratar a vacinação contra a doença como prioridade. Na última segunda-feira (8), a pasta lançou a Campanha de Multivacinação de 2022. Entre as vacinas ofertadas nas unidades de saúde está a dose tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. 

Reportagem, Felipe Moura.