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LOC.: As obras de reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que divide os estados do Tocantins e do Maranhão, já atingiram mais de OITENTA POR CENTO. De acordo com o DNIT, a previsão é de que o trânsito no trecho seja liberado até o final de dezembro deste ano.
A autarquia informou que as formas do concreto já estão posicionadas, aguardando a concretagem das peças. Além disso, as equipes já iniciaram os trabalhos de acabamento, incluindo o tratamento do concreto e a instalação de guarda-corpos.
A ponte tinha mais de QUINHENTOS metros de extensão e atendia o corredor Belém-Brasília desde a década de 1960. Na época do desabamento, entidades ligadas ao agronegócio relataram que a tragédia também implicaria em dificuldades no escoamento e até no valor do frete, com é o caso da Associação dos Produtores de Milho e Soja do Tocantins, a Aprosoja, que se mostrou preocupada com os impactos provocados.
Além disso, empreendedores ligados à Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agronegócios das Micro, Pequenas e Médias Empresas de Estreito e Região, a Acisape, afirmam que o corredor viário conta com a passagem de mais de DUAS MIL carretas diariamente.
À época, o vice-presidente da associação, Bernardo Maciel, disse à Agência Brasil, que, por conta do incidente, empresas foram obrigadas a reduzir suas atividades, inclusive demitir funcionários ou até mudar de cidade para manterem a atuação.
A queda da ponte ocorreu no dia 22 de dezembro de 2024. O DNIT informou que o desabamento ocorreu porque o vão central da ponte cedeu.
Segundo o engenheiro civil e professor da Universidade Federal do Ceará, Leandro Moreira, apesar de qualquer estrutura estar sujeita ao risco de falha, o controle de qualidade das obras, a manutenção, assim como o gerenciamento de pontes podem mitigar esses riscos e levar chances de falhas para patamares mais baixos.
TEC./SONORA: Leandro Moreira, engenheiro e professor da Universidade Federal do Ceará
“É nesse sentido também que a NBR 9452, que trata da inspeção de pontes, requer a manutenção preventiva e a inspeção desses dispositivos para que possa ser acompanhado o estado atual de cada uma das pontes brasileiras.”
LOC.: Pelo menos 14 pessoas morreram em decorrência do desabamento. Por conta do incidente, foram estabelecidas rotas alternativas para travessia do Rio Tocantins.
Reportagem, Marquezan Araújo