Foto: Breno Esaki/SES-DF
Foto: Breno Esaki/SES-DF

Projeto Lean nas Emergências: MS lança guia para reduzir superlotação no SUS

Iniciativa do PROADI-SUS, em parceria com hospitais de excelência, busca otimizar fluxos de atendimento e diminuir tempo de espera em 137 portas de urgência

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A fim de otimizar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde lançou o Guia de Boas Práticas do Projeto Lean nas Emergências, voltado a gestores de hospitais públicos e filantrópicos.

A iniciativa, desenvolvida pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS) e executada em parceria com as Entidades de Saúde de Reconhecida Excelência (ESRE), busca reduzir a superlotação e o tempo de espera em 137 portas de urgência distribuídas por todas as regiões do Brasil.

Participam do Projeto Lean as ESRE:

  • Hospital Alemão Oswaldo Cruz;
  • HCor Hospital do Coração;
  • Hospital Moinhos de Vento;
  • Hospital Israelita Albert Einstein;
  • Hospital Sírio-Libanês; e 
  • Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Projeto Lean

O termo Lean, traduzido como “enxuto”, surgiu no setor industrial com a Toyota, pioneira em sua aplicação. A proposta busca racionalizar recursos e otimizar espaços e insumos. Após resultados positivos, outras empresas passaram a adotar o modelo. Posteriormente, passou a ser aplicado também na área da saúde, onde ganhou novas adaptações e relevância.

No Brasil, o MS incorporou a metodologia em 2017, com o lançamento do Projeto Lean nas Emergências, tendo o Hospital Sírio-Libanês (HSL) como a primeira instituição executora. Segundo a Pasta, a proposta da iniciativa envolve:

  1. Diagnóstico detalhado dos fluxos de atendimento;
  2. Treinamento e capacitação das equipes multiprofissionais;
  3. Uso de ferramentas de gestão visual e análise de processos;
  4. Implantação de melhorias rápidas (Kaizen — filosofia de gestão japonesa focada na melhoria contínua) e reestruturação de processos críticos.

Para viabilizar as etapas, o projeto promove fóruns e treinamentos conjuntos entre os hospitais, além de visitas presenciais e virtuais conduzidas por uma equipe formada por um médico consultor e um especialista em Lean. As ações se estendem pelas fases de diagnóstico, implementação e monitoramento.

Resultados

Dados do MS mostram que, até o final do triênio 2021-2023, o projeto alcançou:

  • -30% no tempo de permanência dos pacientes nas emergências;
  • -40% no tempo de espera para pacientes que não necessitam de internação;
  • -41% no tempo de espera para pacientes que foram internados.

Confira os 137 hospitais participantes do Projeto Lean

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LOC.: O Ministério da Saúde, o MS, lançou o Guia de Boas Práticas do Projeto Lean nas Emergências. O material é direcionado a gestores de hospitais públicos e filantrópicos e tem como objetivo reduzir a superlotação e o tempo de espera em CENTO E TRINTA E SETE portas de urgência nas regiões do Brasil.

A iniciativa é desenvolvida pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, em parceria com as Entidades de Saúde de Reconhecida Excelência. 

Participam do projeto o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o HCor, o Hospital Moinhos de Vento, o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Sírio-Libanês e a Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O método Lean, traduzido como “enxuto”, surgiu no setor industrial com a Toyota. O objetivo é racionalizar recursos e otimizar processos. Após resultados em empresas, passou a ser aplicado também na área da saúde.

No Brasil, o MS passou a adotar a metodologia em 2017, com o Projeto Lean nas Emergências. O Hospital Sírio-Libanês foi a primeira instituição executora.

Segundo o Ministério, o projeto envolve diagnóstico detalhado dos fluxos de atendimento, treinamento e capacitação das equipes multiprofissionais, uso de ferramentas de gestão visual e análise de processos, implantação de melhorias rápidas, chamadas Kaizen, e reestruturação de processos críticos.

Para viabilizar as etapas, são realizados congressos e treinamentos conjuntos entre os hospitais, além de visitas presenciais e virtuais guiadas por um médico consultor e um especialista em Lean. 

Dados da Pasta mostram que, entre 2021 e 2023, o projeto alcançou redução de TRINTA POR CENTO no tempo de permanência dos pacientes nas emergências, QUARENTA POR CENTO no tempo de espera para pacientes sem necessidade de internação e QUARENTA E UM POR CENTO no tempo de espera para pacientes internados.

Reportagem, Maria Clara Abreu