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LOC.: O Ministério da Saúde, o MS, lançou o Guia de Boas Práticas do Projeto Lean nas Emergências. O material é direcionado a gestores de hospitais públicos e filantrópicos e tem como objetivo reduzir a superlotação e o tempo de espera em CENTO E TRINTA E SETE portas de urgência nas regiões do Brasil.
A iniciativa é desenvolvida pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, em parceria com as Entidades de Saúde de Reconhecida Excelência.
Participam do projeto o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o HCor, o Hospital Moinhos de Vento, o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Sírio-Libanês e a Beneficência Portuguesa de São Paulo.
O método Lean, traduzido como “enxuto”, surgiu no setor industrial com a Toyota. O objetivo é racionalizar recursos e otimizar processos. Após resultados em empresas, passou a ser aplicado também na área da saúde.
No Brasil, o MS passou a adotar a metodologia em 2017, com o Projeto Lean nas Emergências. O Hospital Sírio-Libanês foi a primeira instituição executora.
Segundo o Ministério, o projeto envolve diagnóstico detalhado dos fluxos de atendimento, treinamento e capacitação das equipes multiprofissionais, uso de ferramentas de gestão visual e análise de processos, implantação de melhorias rápidas, chamadas Kaizen, e reestruturação de processos críticos.
Para viabilizar as etapas, são realizados congressos e treinamentos conjuntos entre os hospitais, além de visitas presenciais e virtuais guiadas por um médico consultor e um especialista em Lean.
Dados da Pasta mostram que, entre 2021 e 2023, o projeto alcançou redução de TRINTA POR CENTO no tempo de permanência dos pacientes nas emergências, QUARENTA POR CENTO no tempo de espera para pacientes sem necessidade de internação e QUARENTA E UM POR CENTO no tempo de espera para pacientes internados.
Reportagem, Maria Clara Abreu