Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

PIB: atividade econômica brasileira cresce 0,1% em outubro

Coordenador de Contas Nacionais do FGV Ibre, analisa que, apesar de o levantamento indicar certos avanços, os dados revelam uma estagnação da economia


Em outubro, a atividade econômica do Brasil cresceu 0,1% em comparação a setembro, após ajuste sazonal. Porém, em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o crescimento foi de 2%. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento registrado na economia foi de 2,9%. Os dados são do Monitor do PIB-FGV.

Carlos Eduardo Oliveira, presidente do Sindicato dos Economistas de São Paulo, estima um crescimento econômico moderado para os próximos meses. “Mas não crescimento pujante, ou um crescimento que com certeza, o ministro da Economia e os brasileiros queriam. A gente vai ter crescimento da nossa economia, podendo o PIB chegar ao final do ano, com a perspectiva de 3% de crescimento”, avalia.

Para o economista, o setor de serviços representa quase 60% da economia brasileira, sendo o principal impulsionador do crescimento econômico atual. Por outro lado, o setor agrícola tem enfrentado oscilações devido a crises climáticas, como secas e chuvas excessivas, que impactam a sazonalidade da produção. 

“Com relação ao comércio, a gente tem forte impacto, principalmente das grandes lojas, que enfrentam problemas, o que gera desemprego e tem impacto na economia”, explica.

Claudio Considera, coordenador de Contas Nacionais do FGV Ibre, analisa que, apesar de o Monitor do PIB pela FGV indicar certos avanços, os dados revelam uma estagnação da economia.

“Essa estagnação está vindo já faz algum tempo, quando você olha os dados na ponta, a economia está patinando já há algum tempo e aparentemente, nesse quarto trimestre o resultado não deverá ser muito diferente, pode ser até número negativo”, destaca.

Para o coordenador, a expectativa é que a diminuição da inflação impulsione o aumento da demanda de consumo, que está crescendo, mas em um ritmo mais lento. A recuperação do consumo está ligada à melhoria no emprego e na renda das famílias. 

Consumo das famílias

O consumo das famílias brasileiras apresentou um crescimento de 2,6% no trimestre encerrado em outubro de 2023, indicando uma desaceleração comparado aos altos índices de crescimento registrados em 2022. 

Ao longo de 2023, esse consumo se manteve estável, crescendo cerca de 3,5% a cada trimestre. No entanto, o trimestre até outubro mostrou uma redução na contribuição de todas as categorias de consumo para o crescimento geral, embora a maioria das categorias, exceto produtos semiduráveis, tenha registrado aumento.

Exportação

As exportações de bens e serviços do Brasil tiveram um aumento de 11,4% no trimestre encerrado em outubro deste ano. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas exportações de produtos agropecuários e de mineração, uma tendência já observada em relatórios anteriores do Monitor do PIB ao longo do ano. 

A participação do setor agropecuário nas exportações tem se intensificado, passando de uma contribuição de 4,7 pontos percentuais no trimestre concluído em maio para 7,3 pontos percentuais no trimestre finalizado em outubro.

Importação

No trimestre encerrado em outubro, as importações do país apresentaram uma retração de 5,4%. Essa diminuição se deve principalmente ao desempenho negativo dos bens intermediários, uma tendência que tem sido observada desde meados do ano.

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LOC.: Em outubro passado, a atividade econômica do Brasil cresceu 0,1% em comparação a setembro, após ajuste sazonal. Porém, em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o crescimento foi de 2%. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento registrado na economia foi de 2,9%. Os dados são do Monitor do PIB-FGV.

O presidente do Sindicato dos Economistas de São Paulo, Carlos Eduardo Oliveira, estima um crescimento econômico moderado para os próximos meses. 
 

TEC./SONORA: Carlos Eduardo Oliveira - presidente do Sindicato dos Economistas de São Paulo

“Mas não crescimento pujante, ou um crescimento que com certeza, o ministro da economia e os brasileiros queriam. A gente vai ter crescimento da nossa economia, podendo o PIB chegar ao final do ano, com a perspectiva de 3% de crescimento.”
 


LOC.: O coordenador de Contas Nacionais do FGV Ibre, Claudio Considera, analisa que, apesar do Monitor do PIB pela FGV indicar certos avanços, os dados revelam uma estagnação da economia.
 

TEC./SONORA: Claudio Considera - coordenador de Contas Nacionais do FGV Ibre

“Essa estagnação está vindo já faz algum tempo, quando você olha os dados na ponta, a economia está patinando já há algum tempo e aparentemente, nesse quarto trimestre o resultado não deverá ser muito diferente, pode ser até número negativo.”
 


LOC.: Para o coordenador, a expectativa é que a diminuição da inflação impulsione o aumento da demanda de consumo, que está crescendo, mas em um ritmo mais lento. A recuperação do consumo está ligada à melhoria no emprego e na renda das famílias. 

Reportagem, Sophia Stein