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LOC.: A Proposta de Emenda Constitucional da Segurança Pública, a PEC 18/25, voltou a ser debatida nesta terça-feira, na Câmara dos Deputados. Durante audiência pública, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e parlamentares discutiram o texto enviado pelo governo, que agora passa pelo relator da comissão especial, deputado Mendonça Filho, do União-PE.
Mendonça já apresentou sugestões para alterar pontos que, segundo ele, estão insuficientes para enfrentar a criminalidade no país.
TEC/SONORA – DEPUTADO MENDONÇA FILHO (União-PE)
“Eu não acredito que, tão simplesmente, uma proposta de emenda à Constituição terá o condão mágico de transformar essa realidade. Mas há espaço, sim, para aprimoramentos, para que possamos avançar na estrutura legal do ponto de vista constitucional e, num segundo momento, também aprimorar a legislação penal e processual penal, de modo que a criminalidade não impere na realidade brasileira.”
LOC.: Entre as principais mudanças sugeridas pelo relator, estão a permissão para que a Polícia Militar realize investigações preliminares, a possibilidade de execução de pena antes do trânsito em julgado, e critérios claros para atuação das guardas municipais na segurança urbana.
Também está prevista a criação de normas mínimas para o uso diferenciado da força em territórios dominados por organizações criminosas, além do endurecimento da progressão de regime para líderes do crime organizado.
O deputado Alberto Fraga, do PL-DF, criticou a centralização das investigações apenas na Polícia Federal, lembrando que o efetivo das corporações atualmente não é suficiente.
TEC/SONORA – DEPUTADO ALBERTO FRAGA (PL-DF)
“A Polícia Federal é uma polícia eficiente? É. Mas não tem efetivo para isso. Já vai aqui meu primeiro apelo a Vossa Excelência: existem 500 aprovados da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal que precisam ser chamados. O efetivo das duas corporações já não dá conta das atividades atuais, imagine recebendo ainda mais missões.”
LOC.: A comissão especial da PEC da Segurança, criada na última terça-feira, deve agora analisar a inclusão das novas medidas propostas pelo relator. O plano prevê ainda 16 audiências públicas, além de reuniões com governadores e prefeitos.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, adiantou que a votação do projeto deve ser concluída até o fim do ano, garantindo avanços na integração das polícias e na coordenação do Sistema Único de Segurança Pública.
Reportagem, Livia Braz