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Municípios bloqueados: FPM suspenso em quatro cidades

Brejetuba (ES), Guamaré (RN), Torres (RS) e Cabo Frio (RJ) estão impedidos de receber recursos do Fundo de Participação dos Municípios, segundo o Tesouro Nacional

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Quatro municípios brasileiros estão atualmente impedidos de receber recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), segundo informações do Tesouro Nacional. A suspensão dos repasses da União ocorre até que as prefeituras regularizem pendências legais, fiscais ou previdenciárias.

Entre os municípios bloqueados até 7 de setembro está Brejetuba, no Espírito Santo, com cerca de 13 mil habitantes. Conhecida por seu comércio local e atividades agrícolas, Brejetuba deixaria de receber neste decêndio R$ 634 mil. No Rio Grande do Norte, Guamaré, com aproximadamente 16 mil habitantes, também está com os repasses suspensos desde julho. A cidade, localizada na região litorânea e com destaque pela exploração de petróleo e gás, depende do FPM como parte significativa de seu orçamento.

No sul do país, Torres, no Rio Grande do Sul, tem cerca de 43 mil habitantes e é famosa por suas praias e pelo turismo. A cidade está bloqueada desde agosto e deixará de receber R$ 1,1 milhão neste decêndio. Já Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, com 238 mil habitantes, enfrenta o bloqueio mais antigo, desde janeiro de 2025. Conhecida pelo turismo e pelos pontos históricos, a cidade deixará de receber R$ 2,2 milhões neste decêndio, o que pode representar uma perda anual significativa caso a situação se prolongue. Apesar de também contar com royalties do petróleo, que devem ser obrigatoriamente destinados à educação e à saúde, o FPM ainda é crucial para a gestão dos serviços públicos.

VEJA MAIS: FPM: municípios recebem R$ 4,74 bilhões no primeiro decêndio de setembro

Por que os repasses são bloqueados

Segundo o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por diferentes motivos, incluindo a ausência de pagamento da contribuição ao Pasep, dívidas com o INSS, débitos inscritos na dívida ativa pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ou falta de prestação de contas no SIOPS (Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde). O SIAFI, sistema que reúne informações orçamentárias e financeiras da União, registra essas pendências e impede o recebimento de qualquer ajuda financeira até que o município regularize sua situação.

Para especialistas em orçamento público, o bloqueio do FPM tem grande impacto nas finanças municipais, como explica Dalmo Palmeira, mestre em políticas públicas pelo IPEA.

“Para os municípios que são muito dependentes do FPM, praticamente significa a paralisação do funcionamento das atividades básicas do município. Em muitos deles, a maior despesa é com pagamento de pessoal. Então, se isso permanece durante algum tempo, acaba atrasando a folha de pagamento.”

A reportagem entrou em contato com todas as prefeituras bloqueadas para buscar posicionamento, mas até o fechamento desta matéria nenhum município respondeu.

Apesar do impacto, os bloqueios são temporários. Assim que os municípios solucionam as pendências, os repasses do FPM são retomados, garantindo recursos essenciais para saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.

Veja no mapa quanto seu município vai receber

 

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LOC.: Quatro municípios brasileiros estão com os repasses do Fundo de Participação dos Municípios bloqueados, segundo informações do Tesouro Nacional. A suspensão afeta as cidades de Brejetuba, no Espírito Santo; Guamaré, no Rio Grande do Norte; Torres, no Rio Grande do Sul; e Cabo Frio, no Rio de Janeiro.

Entre as cidades afetadas, Brejetuba tem cerca de 13 mil habitantes e deixaria de receber neste decêndio 634 mil reais. No Rio Grande do Norte, Guamaré, com aproximadamente 16 mil habitantes, também está com os repasses suspensos desde julho.

No sul do país, Torres, famosa pelas praias e pelo turismo, tem cerca de 43 mil habitantes e deixará de receber mais de 1,1 milhão de reais neste período. Já Cabo Frio, na Região dos Lagos, com 238 mil habitantes, enfrenta o bloqueio mais antigo, desde janeiro de 2025, deixando de receber neste decêndio 2,2 milhões de reais.

Mas afinal, por que os repasses do FPM são bloqueados? Segundo o Tesouro Nacional, os motivos podem incluir a ausência de pagamento da contribuição ao Pasep, dívidas com o INSS, débitos inscritos na dívida ativa pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou falta de prestação de contas no SIOPS, o sistema de informações sobre saúde dos municípios.

E a falta dos recursos pode significar problemas para o município, explica Dalmo Palmeira, mestre em políticas públicas.

TEC/SONORA: Dalmo Palmeira, especialista em orçamento

“Para os municípios que são muito dependentes do FPM, praticamente significa a paralisação do funcionamento das atividades básicas do município. Em muitos deles, a maior despesa é com pagamento de pessoal, então se isso permanece durante algum tempo, acaba atrasando a folha de pagamento.”
 


LOC.:  A reportagem entrou em contato com todas as prefeituras bloqueadas, mas até o fechamento desta edição nenhum município respondeu.

Os bloqueios, no entanto, são temporários. Assim que os municípios solucionam suas pendências, os repasses do FPM são retomados, garantindo recursos essenciais para a manutenção de serviços públicos, como saúde, educação e infraestrutura.

Para mais informações sobre os municípios bloqueados e os valores do FPM, acesse o portal Brasil 61.

Reportagem, Livia Braz