Foto: Miguel Á. Padriñán (Pexels)
Foto: Miguel Á. Padriñán (Pexels)

Ministério da Saúde distribui mais 6 milhões de vacinas contra a Covid-19

As vacinas são prioritárias para idosos, profissionais de saúde e adolescentes entre 12 e 17 anos sem comorbidade


Nesta quinta-feira (04), o Ministério da Saúde anunciou que mais 6 milhões de vacinas contra a Covid-19 serão distribuídas para todos os estados para acelerar a vacinação. Desse total, 3,5 milhões de vacinas da Pfizer serão enviadas como dose de reforço da população acima de 60 anos que já recebeu a segunda dose da vacina até o começo de maio. Esse envio do Ministério da Saúde também contempla os profissionais de saúde, com a dose de reforço seis meses após completarem o ciclo vacinal com qualquer imunizante. 

Além disso, 2,5 milhões de doses serão destinadas aos adolescentes entre 12 e 17 anos que não tenham nenhum tipo de comorbidade. Apesar disso, a orientação da pasta é de que os municípios que tenham comunidades tradicionais quilombolas priorizem a vacinação de adolescentes desses grupos.

De acordo com a médica epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel, a vacinação da população é o melhor caminho para evitar novos casos e mais mortes. “Nós já esperávamos que uma redução de gravidade da doença e na diminuição dos óbitos seria possível apenas com a vacina. Felizmente nós estamos observando que essa redução está bastante consistente, com mais de 90% de redução no número de casos e óbitos com a vacinação. A gente precisa continuar avançando, assim a gente vai continuar com essa queda sustentável dos óbitos”, destacou. 

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Ainda este ano, o Ministério da Saúde tem a expectativa de receber mais de 198 milhões de imunizantes. A informação consta no cronograma de entregas dos laboratórios contratados e prevê a chegada de 61,8 milhões de doses em novembro e 136,7 milhões em dezembro.

Apesar do resultado positivo na vacinação e a queda nos números de mortes e doentes, a médica epidemiologista Ethel Maciel explica que as medidas de prevenção contra a Covid-19 devem ser mantidas. “Ainda estamos em uma pandemia que exige cuidados e é importante lembrar que as pessoas continuem com as medidas de prevenção, principalmente usando máscara, fazendo o distanciamento físico e higienização das mãos. Enfim, todo cuidado ainda é necessário porque ainda estamos em uma pandemia”, avaliou a médica. 

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 14.661 casos e 164  óbitos por Covid-19, nas últimas 24h, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde nesta quinta-feira (04). Desde o início da pandemia, mais de 21.835.785 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. 

O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,17%. O índice médio de letalidade do País está em 2,8%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ    5,17%
  • SP    3,45%
  • AM    3,22%
  • PE    3,17%
  • MA    2,84%
  • PA    2,80%
  • GO    2,68%
  • AL    2,62%
  • PR    2,61%
  • CE    2,60%
  • MS    2,56%
  • MG    2,54%
  • MT    2,52%
  • RO    2,43%
  • RS    2,42%
  • PI    2,18%
  • BA    2,17%
  • SE    2,16%
  • ES    2,13%
  • PB    2,11%
  • DF    2,11%
  • AC    2,10%
  • RN    1,98%
  • TO    1,70%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,59%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

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LOC: Nesta quinta-feira (04), o Ministério da Saúde anunciou que mais 6 milhões de vacinas contra a Covid-19 serão distribuídas para todos os estados para acelerar a vacinação. Do total, 3,5 milhões de vacinas da Pfizer serão destinadas para reforço da população acima de 60 anos que já recebeu a segunda dose da vacina até o começo de maio. E 2,5 milhões de doses são destinadas aos adolescentes entre 12 e 17 anos que não tenham nenhum tipo de comorbidade. 

De acordo com a médica epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel, a vacinação é o melhor caminho para evitar novos casos e mais mortes.
 

TEC./SONORA: Ethel Maciel, médica epidemiologista e professora da Ufes.

“Nós já esperávamos que uma redução de gravidade da doença e na diminuição dos óbitos seria possível apenas com a vacina. Felizmente nós estamos observando que essa redução está bastante consistente, com mais de 90% de redução no número de casos e óbitos com a vacinação. A gente precisa continuar avançando, assim a gente vai continuar com essa queda sustentável dos óbitos”.
 

LOC: Apesar do resultado positivo na vacinação e a queda nos números de mortes e doentes, a médica epidemiologista Ethel Maciel explica que as medidas de prevenção contra a Covid-19 devem ser mantidas.

TEC./SONORA: Ethel Maciel, médica epidemiologista e professora da Ufes.

“Ainda estamos em uma pandemia que exige cuidados e é importante lembrar que as pessoas continuem com as medidas de prevenção, principalmente usando máscara, fazendo o distanciamento físico e higienização das mãos. Enfim, todo cuidado ainda é necessário porque ainda estamos em uma pandemia”. 
 

LOC: O Brasil registrou mais 14.661 casos e 164  óbitos por Covid-19, nas últimas 24h, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde nesta quinta-feira (04). Desde o início da pandemia, mais de 21.835.785 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,17%. O índice médio de letalidade do País está em 2,8%.