
Voltar
LOC.: Uma das pautas que deve ser prioridade na volta do recesso parlamentar no Senado, em fevereiro, é a votação do projeto de lei que regulamenta o Mercado de Carbono. A relatora do texto na casa, senadora Leila Barros, do PSB do DF, elogiou a celeridade da votação na Câmara e prometeu votar o projeto o mais breve possível. Em nota, ela disse que a espinha dorsal do texto construído no Senado foi preservada, o que é um ponto positivo. E que dada a urgência da matéria, será feita uma análise minuciosa das modificações propostas para que a aprovação do texto final seja feita com a maior brevidade possível.
A aprovação da lei vai garantir uma fonte extra de recursos às empresas que demonstrarem mais eficiência ambiental. Já quem poluir mais e ultrapassar o limite de emissões terá que comprar títulos compensatórios. Para Carlos Silva Filho, que é membro da ONU, a regulamentação do mercado de carbono é fundamental para incentivar uma economia mais verde.
TEC/SONORA: Carlos Silva Filho, que é presidente da ISWA e membro da ONU
“O mercado como está hoje, voluntário, está funcionando, mas ele não tem criado incentivos e estímulos para uma maior evolução, para viabilizar projetos mais consistentes.”
LOC.: O presidente da Comissão de Transição Energética, deputado Arnaldo Jardim, do Cidadania de São Paulo, falou sobre a prioridade que a Câmara tem dado não só ao PL do Mercado de Carbono, mas às outras pautas relacionadas à agenda verde.
TEC/SONORA: deputado Arnaldo Jardim (CIDADANIA-SP)
“A Câmara tem tratado com prioridade o tema da transição energética, que é basicamente o Brasil cumprir compromissos internacionais, o Brasil poder conter os gases de efeito estufa, e ainda combater as mudanças climáticas.”
LOC.: No texto final aprovado na Câmara, o agro ficou de fora e não vai fazer parte do mercado regulado de carbono. No mais, as regras valem para pessoas físicas e jurídicas responsáveis por fontes e instalações que emitam ou possam emitir gases de efeito estufa. Cada empresa tem um limite determinado para emitir esses gases, as que emitem menos ficam com créditos, que podem ser vendidos àquelas que passarem do limite.
Reportagem, Lívia Braz