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LOC.: As despesas públicas primárias dos estados da Região Sul somaram quase R$ 140 bilhões entre 1º de janeiro e 31 de julho de 2026, segundo a plataforma Gasto Brasil, desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil em parceria com a Associação Comercial de São Paulo.
Com mais de 11 milhões de habitantes, os gastos do Paraná alcançaram R$ 51,5 bilhões no período. O total corresponde a 7,4% do PIB estadual em 2025, e equivale a uma despesa per capita de aproximadamente R$ 12,3 mil.
Para Vera Antunes, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina, acompanhar a destinação do dinheiro público é uma conquista para toda a população.
TEC./SONORA: Vera Antunes, presidente da Acil
“Verificando como o dinheiro é utilizado, saberemos onde é possível exercer um controle maior, estimulando também a participação pública junto à gestão. Poderemos, como cidadãos e empresários, exercer uma fiscalização mais eficiente sobre a utilização do dinheiro público pelos nossos representantes.”
LOC.: No Rio Grande do Sul, as despesas somaram R$ 54,2 bilhões, o equivalente a 8% do PIB estadual do ano passado. Já em Santa Catarina, os pagamentos atingiram R$ 34 bilhões, 6,4% do PIB do estado no ano passado.
Rita Conti, vice-presidente da Federação das Associações Empresariais catarinense, entende que as entidades empresariais possuem importante papel na transparência do trato dos recursos estatais.
TEC./SONORA: Rita Conti, vice-presidente da Facisc
“É fundamental que todos os nossos recursos arrecadados, principalmente os tributos que hoje no Brasil são tão caros, retornem realmente para a sociedade com serviços públicos de qualidade, com infraestrutura e investimentos, principalmente, que estimulem o nosso desenvolvimento”
LOC.: Na opinião de Francisco Tavares Junior, presidente da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul, o panorama demonstrado pela plataforma Gasto Brasil deixa claro a urgência de uma reestruturação completa no sistema fiscal brasileiro.
TEC./SONORA: Francisco Tavares Junior, presidente da ACIJS
“É fundamental aprovar reformas estruturais, como administrativa e orçamentária, e garantir o cumprimento do arcabouço fiscal. Também é imprescindível trabalhar na digitalização da gestão pública, reduzindo burocracia, modernizando processos e também revisar gastos ineficientes ou desalinhados com as prioridades estratégicas do país para o momento.”
LOC.: Somando União, DF, estados e municípios, a despesa governamental ultrapassou a marca de R$ 3,2 trilhões desde o início de 2026. A diferença entre o total de pagamentos e o valor arrecadado com impostos se aproxima de R$ 900 bilhões, de acordo com dados da plataforma Impostômetro.
Análises como essa e muitas outras vão fazer parte do Painel de Gasto Brasil a partir do dia 11 de agosto. O lançamento das novas funcionalidades, uma parceria entre a CACB e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, ocorre na Câmara dos Deputados e traz recortes econômicos, detalhamento dos gastos por população, índice de qualidade das informações e novos indicadores para ampliar a transparência das despesas públicas.
Reportagem, Álvaro Couto.