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LOC.: O gasto público brasileiro ultrapassou a marca de 3 trilhões e 600 bilhões de reais em 2025. O dado é da plataforma Gasto Brasil, desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil.
A ferramenta mostra, em tempo real, quanto União, estados e municípios estão gastando, e reforça a escalada das despesas em meio às manobras do governo federal e do Congresso Nacional para flexibilizar o arcabouço fiscal.
Na avaliação de especialistas, o problema vai além do aumento pontual dos gastos.
Para o economista André Galhardo, o desafio está em encaixar despesas como precatórios, saúde e educação dentro da regra fiscal.
TEC/SONORA: André Galhardo, chefe da Análise Econômica São Paulo
“Então, você estabelece uma regra de gastos, e os gastos crescem numa proporção maior do que deveriam. Aí é preciso encontrar caminhos para que esses gastos cresçam na mesma proporção que as regras permitem. Então, é preciso mexer nos pisos constitucionais de saúde e educação, me livrar desse volume de precatórios, e a reforma tributária vem nessa direção, deve trazer alívio nesse quesito. Mas, no curto prazo, é isso que temos: ou empurro parte dos precatórios para frente, ou não cumpro nenhuma regra fiscal.”
LOC.: Já para o setor produtivo, é essencial dar mais transparência às contas públicas e frear o avanço da máquina estatal. É o que defende Josinaldo dos Santos, presidente da Associação Comercial de Santana do Ipanema, em Alagoas.
TEC/SONORA – Josinaldo dos Santos, presidente da Associação Comercial de Santana do Ipanema (AL)
“O recurso do país nasce no setor produtivo, seja na indústria, na agricultura ou no comércio. Por isso, é muito importante que a gente tenha essa noção, para que o inchaço que vemos hoje nas contas públicas tenha publicidade e controle. Só para 2025, está previsto um crescimento de mais de 150 bilhões apenas em supersalários — e não é isso que a gente espera.”
LOC.: Enquanto empresários cobram mais eficiência e controle, governo e Congresso seguem liberando despesas fora do teto para evitar paralisia de serviços essenciais. O resultado é um alívio imediato, mas também dúvidas sobre a sustentabilidade das contas públicas nos próximos anos.
Reportagem, Livia Braz