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LOC.: O Congresso Nacional promulgou nesta terça a PEC 66 de 2023, conhecida como a PEC dos Precatórios, que permite que União, estados e municípios parcelem suas dívidas judiciais.
A proposta também retira essas despesas do teto de gastos a partir de 2026. A medida traz alívio às contas públicas e dá mais fôlego fiscal para os governos.
Para os municípios, a mudança é vista como um reforço importante. O prefeito de Campinas, Dário Saadi, avalia que a PEC ajuda a equilibrar as finanças locais.
TEC./SONORA: Dário Saadi (Republicanos), prefeito de Campinas (SP)
“Ela vai contribuir no equilíbrio fiscal das cidades, que tem sido muito pressionadas pelo excesso de responsabilidades e a falta de transferências aos municípios por parte do Governo Federal e do Governo do Estado. Espero que o Senado aprove essa emenda e que entre em vigor esse ano ainda. Sem dúvida, ela vai ajudar a cidade de Campinas.”
LOC.: Já no âmbito federal, a proposta abre espaço no orçamento e garante mais liquidez para o pagamento dos precatórios. É o que explica o assessor de orçamento César Lima.
TEC/SONORA: César Lima, assessor de orçamento
“Quando o gasto for com o pagamento de precatórios, não vai entrar nos limites fiscais que só podem crescer um percentual por ano. Isso permite que haja uma liquidez maior desses precatórios para as pessoas que estão aguardando há vários anos”
LOC.: Apesar de dar fôlego às contas públicas, especialistas lembram que a mudança pode adiar ainda mais o recebimento dos credores que esperam há décadas. A PEC dos Precatórios passa a valer em 2026.
Reportagem, Livia BRaz