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LOC.: Os municípios brasileiros recebem, nesta terça-feira, dia 30, o terceiro repasse de junho do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. O valor distribuído pela União soma cerca de CINCO BILHÕES E TREZENTOS MILHÕES DE REAIS, montante aproximadamente DOIS POR CENTO superior ao transferido no mesmo decêndio do ano passado.
Os recursos do FPM são formados pela arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, e representam uma das principais fontes de receita para grande parte das prefeituras.
Entre os estados, São Paulo lidera o volume de recursos, com cerca de SEISCENTOS E CINQUENTA E QUATRO MILHÕES DE REAIS. Municípios como Atibaia, Bauru e Campinas recebem repasses superiores a DOIS MILHÕES E OITOCENTOS MIL REAIS cada.
Minas Gerais também está entre os estados com maior participação, somando aproximadamente SEISCENTOS E CINQUENTA MILHÕES DE REAIS. No estado, cidades como Araxá, Conselheiro Lafaiete e Esmeraldas recebem mais de DOIS MILHÕES DE REAIS.
Apesar do crescimento nas transferências, o especialista em orçamento público Cesar Lima avalia que ainda é preciso cautela para medir os ganhos reais, por causa da inflação acumulada nos últimos meses.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Mantém nosso FPM num indicativo de aumento. Contudo, devemos também colocar nessa conta que houve um processo inflacionário nos últimos meses, principalmente devido a conflitos internacionais e que ao final deste período poderemos fazer um cálculo de crescimento real ou não dos recursos referentes ao FPM.”
LOC.: Até o dia 26 de junho, VINTE E UM municípios estavam impedidos de receber recursos do fundo. Entre eles estão Alfenas, em Minas Gerais; Petrópolis, no Rio de Janeiro; Itapoá, em Santa Catarina; e Esperantina, no Tocantins.
Segundo o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por pendências como débitos previdenciários, falta de recolhimento ao Pasep, inscrição na dívida ativa da União ou ausência de informações obrigatórias ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde. Depois da regularização, os repasses são retomados.
Reportagem, Marquezan Araújo