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LOC.: A confiança dos empresários da indústria brasileira continua em queda e atinge praticamente todos os setores. O Índice de Confiança do Empresário Industrial Setorial, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria, recuou em 12 dos 29 segmentos analisados em setembro, elevando o número de setores pessimistas de 25, em agosto, para 27 neste mês.
Apenas as empresas farmacêuticas e fabricantes de produtos diversos seguem demonstrando otimismo.
O principal motivo é a alta dos juros, como explica o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
TEC./SONORA: Gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
“Desde o início do ano, a indústria vem sendo afetada pelos efeitos da taxa de juros elevada que vai reduzindo a demanda em certos setores, sobretudo aqueles setores onde o consumidor tende a parcelar suas compras. Com parcelas mais caras por conta dos juros, a demanda acaba caindo e com a indústria bastante encadeada, muitas vezes, indústrias fornecem para outras indústrias, acaba que esse efeito vai se espalhando.”
LOC.: O pessimismo ainda domina no Sul, Sudeste e Norte. O índice subiu nessas regiões – 0,8 ponto no Sudeste, 0,2 ponto no Sul e permaneceu estável no Norte, mas todos seguem abaixo da linha divisória de 50 pontos. O índice varia de 0 a 100 pontos: valores abaixo de CINQUENTA indicam falta de confiança; acima desse nível, confiança.
No Centro-Oeste, houve melhora. O índice de confiança avançou 3,1 pontos, fazendo a região retornar ao campo da confiança. O Nordeste também se manteve em território otimista, com alta de 0,7 ponto, chegando a 51,5 pontos.
A falta de confiança é generalizada entre pequenas, médias e grandes indústrias. Em setembro, o índice avançou 0,9 ponto entre as médias e 0,6 ponto entre as grandes. Já nas pequenas, houve queda de 0,6 ponto. Todos os portes, no entanto, permanecem abaixo de 50 pontos, indicando pessimismo.
A pesquisa da CNI ouviu mais de mil e setecentas empresas, entre 1º e 10 de setembro, de pequeno, médio e grande porte.
Reportagem, Deborah Souza.