Foto: Arquivo/Agência Brasil
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Em 2022, cadeia de soja e biodiesel representou 27% do PIB do agronegócio brasileiro e gerou 2 milhões de empregos

Entre 2010 e 2022, a participação da cadeia de soja e biodiesel no PIB do agronegócio subiu de 9% para 27%. Dados foram apresentados em estudo inédito do Cepea e da ABIOVE


O PIB da cadeia produtiva da soja e do biodiesel registrou R$ 673,7 bilhões de reais no ano passado, cerca de 27% de todo o agronegócio nacional. Além disso, no mesmo período, a cadeia registrou 10,8% dos empregos, com mais de 2 milhões de pessoas empregadas, e 38% das exportações do agronegócio brasileiro, num total de US$61,3 bilhões.

Esses dados foram apresentados num levantamento inédito feito numa parceria entre o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE).

O presidente da ABIOVE, André Nassar, explicou como surgiu o estudo e a importância de se traçar um panorama geral da soja e do biodiesel. “Esse projeto começou principalmente por conta do debate sobre o biodiesel, mas depois a gente entendeu que era necessário não olhar apenas a etapa do biodiesel, mas olhar a cadeia da soja como um todo, olhar a parte do processamento da soja. A ideia com esse trabalho é gerar informação de qualidade, informação boa, feita com gente boa, de uma cadeia super importante para o Brasil”, elucidou.

Crescimento do setor 

Na comparação entre 2010 e 2022, a cadeia da soja e do biodiesel cresceu 58%, enquanto o agronegócio teve uma alta de 8% e a economia brasileira de 12%. Esses dados mostram o aumento consistente da disponibilização de produtos ao consumidor final. 

O diretor de economia e assuntos regulatórios da ABIOVE, Daniel Furlan, comentou sobre como os dados da pesquisa são uma visão geral da cadeia de soja e de biodiesel, abrindo assim novas oportunidades para o setor. “O quanto a gente pode fazer muito mais observando o tamanho que a gente tem da safra de soja, o quanto a gente pode gerar de mais produtos, mais PIB e mais empregos. Aumentar a nossa capacidade de exportações de farelo, de óleo e quem sabe até de biodiesel”, contou Furlan.

Empregos e exportação

O estudo mostrou que, nos últimos 10 anos, entre 2012 e 2022, o número de pessoas ocupadas na cadeia de soja e biodiesel cresceu mais de 80%. Com isso, a participação como geradora de empregos no agronegócio cresceu de 5,8% para 10,8%.

A professora e pesquisadora do Cepea Nicole Rennó, uma das coordenadoras do estudo, contextualizou outro aspecto importante apresentado pela pesquisa: a relação entre o crescimento da produção rural e a exportação. “A produção no campo tem crescido de forma mais acelerada do que o processamento, e uma forma de a gente enxergar isso, que utilizamos, é esse crescimento e participação das exportações no total da produção de soja. E essa participação foi crescente ao longo do período”, explicou.

A maior parte do material exportado é soja em grãos, que corresponde a 78% do peso exportado em 2022. Apesar da redução na participação, devido às importações crescentes do Sudeste Asiático, África e Oriente Médio, a China ainda é o país que mais importa, com 52,61% do total exportado da cadeia.

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LOC.: O PIB da cadeia produtiva da soja e do biodiesel registrou R$ 673,7 bilhões de reais no ano passado, cerca de 27% de todo o agronegócio nacional. Além disso, no mesmo período, a cadeia registrou 10,8% dos empregos, com mais de 2 milhões de pessoas empregadas. E 38% das exportações do agronegócio brasileiro, num total de US$61,3 bilhões.

Esses dados foram apresentados num levantamento inédito feito numa parceria entre o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE). O presidente da ABIOVE, André Nassar, explicou como surgiu o estudo e a importância de se traçar um panorama geral da soja e do biodiesel. 

TEC./SONORA: presidente da ABIOVE, André Nassar
“Esse projeto começou principalmente por conta do debate sobre o biodiesel, mas depois a gente entendeu que era necessário não olhar apenas a etapa do biodiesel, mas olhar a cadeia da soja como um todo, olhar a parte do processamento da soja. A ideia com esse trabalho é gerar informação de qualidade, informação boa, feita com gente boa, de uma cadeia super importante para o Brasil.”.
 


LOC.: A efeito de comparação, entre 2010 e 2022, a cadeia da soja e do biodiesel cresceu 58%, enquanto o agronegócio teve uma alta de 8% e a economia brasileira de 12%. Esses dados mostram o aumento consistente da disponibilização de produtos ao consumidor final. O diretor de economia e assuntos regulatórios da ABIOVE Daniel Furlan comentou sobre como os dados da pesquisa dão uma visão geral da cadeia de soja e de biodiesel, abrindo assim novas oportunidades para o setor.

TEC./SONORA: diretor de economia e assuntos regulatórios da ABIOVE Daniel Furlan 
“O quanto a gente pode fazer muito mais observando o tamanho que a gente tem da safra de soja, o quanto a gente pode gerar de mais produtos, mais PIB e mais empregos. Aumentar a nossa capacidade de exportações de farelo, de óleo e quem sabe até de biodiesel.”
 


LOC.: O estudo mostrou que, nos últimos 10 anos, entre 2012 e 2022, o número de pessoas ocupadas na cadeia de soja e biodiesel cresceu mais de 80%. Com isso, a participação como geradora de empregos no agronegócio cresceu de 5,8% para 10,8%. A professora e pesquisadora do Cepea Nicole Rennó, uma das coordenadoras do estudo, contextualizou outro aspecto importante apresentado pela pesquisa: a relação entre o crescimento da produção rural e a exportação.

TEC./SONORA: professora e pesquisadora do Cepea Nicole Rennó
“A produção no campo tem crescido de forma mais acelerada do que o processamento, e uma forma de a gente enxergar isso, que utilizamos, é esse crescimento e participação das exportações no total da produção de soja, e essa participação foi crescente ao longo do período.”


LOC.: A maior parte do material exportado é soja em grãos, que corresponde a 78% do peso exportado em 2022. Apesar da redução na participação, devido às importações crescentes do sudeste Asiático, África e Oriente Médio, a China ainda é o país que mais importa, com 52,61% do total exportado da cadeia.

Reportagem, Janine Gaspar