Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde
Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde

Distrito Federal registra 10.656 casos de sífilis entre 2018 e 2022

Foi observado um aumento de 62 casos/100 mil habitantes em 2018 para 68 casos/100 mil habitantes em 2022


Entre 2018 e 2022, o Distrito Federal registrou 10.656 casos de sífilis adquirida, com um aumento na detecção da doença de 62 casos/100 mil habitantes em 2018 para 68 casos/100 mil habitantes em 2022. Esse período também registrou 4.180 casos de sífilis em gestantes e a taxa de sífilis congênita subiu de 8 para 11 casos por mil nascidos vivos, o que apresenta um crescimento médio anual nas notificações de 21,6%.

Beatriz Maciel Luz, gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis (Gevist), destaca que o Ministério da Saúde reconhece estados e municípios com selos de boas práticas mesmo que não tenham atingido metas de eliminação de transmissão vertical de HIV ou sífilis, mas que apresentam indicadores com metas gradativas. 

Devido à organização do Distrito Federal, que não é classificado como estado ou município, foi criada a comissão distrital permanente para a certificação da eliminação da transmissão vertical da sífilis.

“Dessa forma, nós criamos a possibilidade da certificação local por região de saúde aqui no DF, então assim, cada região poderá ser avaliada individualmente levando em consideração as suas especificidades, as suas ações e estratégias que estão sendo utilizadas para a redução dos casos de sífilis congênita”, ressalta. 

A comissão será composta por representantes da Coordenação de Atenção Primária à Saúde (Coaps), da Rede Cegonha, da Gevist e do Comitê Central de Investigação da Transmissão Vertical. Beatriz Maciel explica que a comissão tem como objetivo certificar as regiões de saúde que atendam os critérios e os indicadores previamente estabelecidos. 

Riscos da transmissão vertical

“O objetivo da comissão é certificar as regiões de saúde que atendam a esses critérios e indicadores previamente estabelecidos para eliminar a transmissão vertical da sífilis, espelhando então o trabalho da comissão nacional de validação do Ministério da Saúde”, pontua.

Segundo a gerente da Gevist, a sífilis congênita ainda é um grande problema de saúde pública e a certificação é uma possibilidade de estimular a organização de processos de trabalho que visam garantir a melhoria da assistência no pré-natal, prevenção à sífilis e as outras ISTs, diagnóstico e tratamento da doença, a fim de se evitar a transmissão vertical.

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LOC.: Entre 2018 e 2022, o Distrito Federal registrou 10.656 casos de sífilis adquirida, com um aumento na detecção da doença de 62 casos/100 mil habitantes em 2018 para 68 casos/100 mil habitantes em 2022. Esse período também registrou 4.180 casos de sífilis em gestantes e a taxa de sífilis congênita subiu de 8 para 11 casos por mil nascidos vivos, o que apresenta um crescimento médio anual nas notificações de 21,6%.

A gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis (Gevist), Beatriz Maciel Luz, menciona que apesar de o  DF não ser classificado como estado ou município, foi criada a comissão distrital permanente para a certificação da eliminação da transmissão vertical da sífilis, seguindo uma estratégia do Ministério da Saúde.
 

TEC./SONORA: Beatriz Maciel Luz - Gevist

“Dessa forma, nós criamos a possibilidade da certificação local por região de saúde aqui no DF, então assim cada região poderá ser avaliada individualmente levando em consideração as suas especificidades, as suas ações e estratégias que estão sendo utilizadas para a redução dos casos de sífilis congênita.”
 


LOC.: A comissão será composta por representantes da Coordenação de Atenção Primária à Saúde (Coaps), da Rede Cegonha, da Gevist e do Comitê Central de Investigação da Transmissão Vertical. Beatriz Maciel explica  que a comissão tem como objetivo certificar as regiões de saúde que atendam os critérios e os indicadores previamente estabelecidos. 
 

TEC./SONORA: Beatriz Maciel Luz - Gevist

“O objetivo da comissão é certificar as regiões de saúde que atendam a esses critérios e indicadores previamente estabelecidos para eliminar a transmissão vertical da sífilis, espelhando então o trabalho da comissão nacional de validação do Ministério da Saúde.”
 


LOC.: Segundo a gerente da Gevist, a sífilis congênita ainda é um grande problema de saúde pública e a certificação é uma possibilidade de estimular a organização de processos de trabalho que visam garantir a melhoria da assistência no pré-natal, prevenção à sífilis e as outras ISTs, diagnóstico e tratamento da doença, a fim de se evitar a transmissão vertical.

Reportagem, Sophia Stein