Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Comércio varejista brasileiro tem aumento de 1% no volume de vendas

A expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é de crescimento modesto do varejo em 2023 de 0,6% em relação a 2022


A expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é de crescimento de 0,6% no varejo, em relação a 2022. No acumulado do ano, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro aumentou 1% na comparação com o ano anterior. As informações são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Segundo os dados divulgados em janeiro de 2023, o setor teve um aumento de 1,2% no volume de vendas em dezembro de 2022 em relação a 2021. Além disso, o faturamento cresceu 1,5% no mesmo período.

A PMC é um levantamento realizado pelo IBGE que monitora a evolução do comércio varejista no país. Esse estudo tem o objetivo de fornecer informações sobre o desempenho do setor com base no volume de vendas e no faturamento.

Apesar dos bons resultados se comparado ao ano de 2021, as vendas no varejo durante o mês de dezembro caíram 2,6% em relação a novembro. É a segunda queda consecutiva do setor, que em novembro havia recuado 0,9%. Otto Nagami, economista, explica o motivo da queda: “Aumento generalizado dos preços da economia, bem como pelas limitações impostas pela elevação da taxa de juros, tais como, a elevação do nível de endividamento das famílias e consequente inadimplência".

O economista alega que a expectativa para os primeiros meses de 2023 é que essa tendência permaneça. “A confiança do consumidor está em queda, o que sinaliza uma predisposição de consumir menor nesse início do ano”, explica.

Desempenho por setor

O desempenho do comércio varejista é analisado por setor. E a Pesquisa Mensal do Comércio de dezembro de 2022 apontou que seis dos oito segmentos do comércio registraram alta no volume de vendas. 

Os destaques ficaram para as atividades de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tiveram alta de 3,3%; móveis e eletrodomésticos, com 2,8% e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com 2,7%. Já os setores de livros, jornais, revistas e papelaria caíram 1,2% e tecidos, vestuário e calçados registraram queda de 0,6% nas vendas.

Desempenho por região

Em dezembro de 2022, todas as regiões apresentaram alta no volume de vendas, sendo que o maior aumento foi registrado na região Nordeste com 2,4%. As regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Sul tiveram aumento de 1,4%, 1,1%, 1,0% e 0,8%, respectivamente.

Os resultados da pesquisa mensal do comércio podem afetar o mercado financeiro, especialmente as ações das empresas do setor varejista. No entanto, é importante destacar que outros fatores também podem afetar as ações das empresas, como a situação econômica do país e o desempenho das empresas em si.
 

Carnaval: Infraero espera cerca de 838 mil pessoas nos aeroportos
Inscrições da Petrobrás começam nesta quarta-feira
 

Continue Lendo



Receba nossos conteúdos em primeira mão.

LOC.:  A expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo é de crescimento de 0,6% no varejo, em relação a 2022. No acumulado do ano passado, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro aumentou 1%, na comparação com o ano anterior. As informações são da Pesquisa Mensal de Comércio feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, o comércio varejista brasileiro teve um aumento de 1,2% no volume de vendas em dezembro de 2022 em relação a 2021. Além disso, o faturamento cresceu 1,5% no mesmo período. 

Apesar dos bons resultados se comparado ao ano de 2021, as vendas no varejo durante o mês de dezembro caíram 2,6% em relação a novembro. É a segunda queda consecutiva do setor, que em novembro havia recuado 0,9%. Otto Nagami, economista, explica o motivo da queda.
 

TEC./SONORA:  Otto Nogami - economista

“Aumento generalizado dos preços da economia, bem como pelas limitações impostas pela elevação da taxa de juros, tais como, a elevação do nível de endividamento das famílias e consequente inadimplência.”
 


LOC.: O economista alega que a expectativa para os primeiros meses de 2023 é que essa tendência permaneça.
 

TEC./SONORA:  Otto Nogami - economista

“A confiança do consumidor está em queda o que sinaliza uma predisposição de consumir menor nesse início do ano.”
 


LOC.: Seis dos oito segmentos do comércio tiveram alta no volume de vendas. Destaque para as atividades de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tiveram alta de 3,3%; móveis e eletrodomésticos, com 2,8% e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com 2,7%.

Reportagem, Sophia Stein