Foto: Arquivo/Brasil 61
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CFEM: municípios afetados e limítrofes partilham mais de R$ 108 milhões em royalties

Belo Horizonte (MG) lidera o ranking dos municípios limítrofes com maior volume de recursos, tendo recebido cerca de R$ 837 mil

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Entre os dias 25 e 26 de fevereiro, a Agência Nacional de Mineração (ANM) distribuiu mais de R$ 108 milhões da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) a municípios brasileiros impactados pela atividade mineral.

Do total repassado, R$ 90,4 milhões foram destinados a cidades afetadas por infraestruturas da mineração, como ferrovias, portos, dutovias e estruturas operacionais. Outros cerca de R$ 18 milhões foram direcionados a municípios limítrofes às áreas produtoras, além dos estados produtores e do Distrito Federal.

Belo Horizonte (MG) lidera o ranking dos municípios limítrofes com maior volume de recursos, tendo recebido cerca de R$ 837 mil. Em seguida aparecem Unaí (MG), com R$ 520 mil, e Água Azul do Norte (PA), com R$ 443 mil.

Entre os estados, Mato Grosso recebeu aproximadamente R$ 52 mil, enquanto o Distrito Federal ficou com cerca de R$ 26 mil.

Os valores correspondem à partilha de 15% da arrecadação total da CFEM referente ao mês de janeiro de 2026, conforme previsto na legislação.

Municípios diretamente afetados

Dos R$ 90,4 milhões destinados aos entes locais afetados, a maior parcela beneficiou localidades cortadas por ferrovias utilizadas no transporte de substâncias minerais. Esse grupo recebeu 51,27% do montante.

Na sequência estão os municípios impactados por estruturas de mineração, como barragens de rejeitos e instalações de beneficiamento, que partilharam mais de 42% dos recursos — aproximadamente R$ 38 milhões.

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De acordo com a ANM, as cidades afetadas por operações portuárias receberam 7,13% do total, o equivalente a cerca de R$ 6,4 milhões. Já os municípios atravessados por dutovias ficaram com 0,21%, o que corresponde a mais de R$ 186 mil.

Entre os municípios diretamente afetados, o maior repasse foi para Açailândia (MA), com cerca de R$ 3,9 milhões. Em seguida aparecem São Luís (MA), com aproximadamente R$ 3 milhões, e Marabá (PA), com pouco mais de R$ 2,5 milhões.

O minério de ferro respondeu por aproximadamente 78% do valor total destinado aos municípios afetados, somando mais de R$ 70 milhões. O desempenho reflete o peso dessa substância no setor mineral brasileiro.

Inclusão dos municípios vizinhos

A inclusão dos municípios limítrofes na distribuição da CFEM está prevista na Lei nº 14.514/2022 e regulamentada pelo Decreto nº 11.659/2023.
De acordo com as normas, quando a produção mineral não utiliza ferrovias, portos, dutovias ou grandes estruturas de mineração, a parcela correspondente da CFEM é direcionada aos municípios vizinhos.

Os valores que não se enquadram em nenhum tipo de afetamento são destinados ao estado ou ao Distrito Federal onde ocorre a produção mineral.

Os repasses mensais da CFEM, detalhados por estado, município e substância mineral, podem ser consultados no painel de dados da ANM, disponível na plataforma Microsoft Power BI. A ferramenta também permite visualizar, de forma específica, os valores destinados aos municípios limítrofes por meio da opção “vizinhos”, localizada no canto superior direito da plataforma.
 

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LOC.: A Agência Nacional de Mineração, a ANM, distribuiu mais de CENTO E OITO MILHÕES DE REAIS da Compensação Financeira pela Exploração Mineral, a CFEM, a municípios brasileiros impactados pela atividade mineral.

Os repasses foram feitos nos dias 25 e 26 de fevereiro e correspondem a QUINZE POR CENTO da arrecadação registrada em janeiro deste ano, de acordo com o que prevê a legislação.

Do total distribuído, NOVENTA MILHÕES e QUATROCENTOS MIL REAIS foram destinados a cidades afetadas diretamente por estruturas da mineração, como ferrovias, portos, dutovias, barragens e usinas de beneficiamento. Outros DEZOITO MILHÕES foram direcionados a municípios vizinhos às áreas produtoras, além dos estados e do Distrito Federal.

Entre os municípios limítrofes que mais receberam recursos estão Belo Horizonte, em Minas Gerais, com mais de OITOCENTOS E TRINTA MIL REAIS; Unaí, no mesmo estado, com QUINHENTOS E VINTE MILl; e Água Azul do Norte, no Pará, com cerca de QUATROCENTOS E QUARENTA MIL REAIS.

Já entre os municípios diretamente afetados pela infraestrutura da mineração, o maior repasse foi para Açailândia, no Maranhão, que recebeu cerca de TRÊS MILHÕES E NOVECENTOS MIL REAIS. Em seguida aparecem São Luís, também no Maranhão, com aproximadamente TRÊS MILHÕES, e Marabá, no Pará, com pouco mais de DOIS MILHÕES E MEIO DE REAIS.

A maior parte dos recursos foi destinada a cidades cortadas por ferrovias usadas no transporte de minérios, que ficaram com pouco mais de CINQUENTA E UM POR CENTO do total. Municípios impactados por estruturas de mineração receberam mais de QUARENTA E DOIS POR CENTO. Já operações portuárias responderam por cerca de SETE POR CENTO dos repasses, enquanto as dutovias representaram pouco mais de ZERO VÍRGULA DOIS POR CENTO

O minério de ferro foi responsável por SETENTA E OITO POR CENTO do valor distribuído aos municípios afetados, reforçando a importância da substância para o setor mineral brasileiro.

Reportagem, Marquezan Araújo