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LOC.: A cidade de Marabá, no Pará, recebeu mais de R$ 19,4 milhões em recursos referentes à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) em 2023. O município lidera o ranking de não produtores afetados pela atividade de mineração. Em seguida, estão São Luís (R$ 18 mi), Açailândia (R$ 17,9 mi) e Alto Alegre do Pindaré (R$ 13,4 mi), no Maranhão, e Governador Valadares (R$ 13 mi), em Minas Gerais. Os dados são da Agência Nacional de Mineração (ANM).
A CFEM é uma contraprestação financeira aos municípios produtores de minérios e aos que não produzem, mas, de alguma forma, são afetados pela atividade de mineração. Os municípios impactados recebem 15% da compensação cobrada das empresas exploradoras do mercado de minério. O superintendente de arrecadação e fiscalização da ANM, Daniel Polack ,explica como funciona a distribuição desse percentual.
TEC./SONORA: Daniel Polack, superintendente de arrecadação e fiscalização da ANM
“Então 55% vai para ferrovia, 35% vai para afetação de estruturas, 7% para operações portuárias e 3% para minerodutos. E cada uma dessas modalidades tem uma regra de cálculo diferente para a gente alcançar um índice que é o índice que cada município vai ter direito. Então por exemplo na ferrovia o cálculo leva em consideração a extensão e a quantidade.”
LOC.: O consultor institucional e econômico da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (AMIG), Waldir Salvador, afirma que os royalties dos municípios impactados foram introduzidos em 2017, quando ficou definido que 15% seria destinado aos locais afetados. Ele ressalta a importância do repasse, em especial para os municípios mais pobres
TEC./SONORA: Waldir Salvador, consultor institucional e econômico da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (AMIG)
“Isso fez um efeito nessas cidades que você não tem noção. Um recurso que passou a ser depositado mensalmente pelo governo federal, que ele recolhe e repassa, as empresas não passam direto para os municípios, que ajudou o desenvolvimento de muitas cidades brasileiras. Foi essa a intenção da criação dos royalties para impactados.”
LOC.: De acordo com a ANM, “os recursos originados da CFEM devem ser aplicados em projetos, que direta ou indiretamente revertam em prol da comunidade local, na forma de melhoria da infraestrutura, da qualidade ambiental, da saúde e educação.” O recurso é dividido da seguinte forma entre os entes da federação: 60% é destinado aos municípios produtores; 15% aos estados produtores; 15% é repassado aos municípios afetados; e 10% vai para a União.
Reportagem, Fernando Alves