Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Aposentadoria especial para agentes de saúde: o que muda e quem tem direito

A medida tem impacto direto para mais de 400 mil agentes que atuam na Atenção Primária em saúde pública no território nacional


O Plenário do Senado aprovou o projeto de lei complementar (PLP 185/2024) que propõe regulamentar a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate a endemias (ACE) em todo Brasil. A regulamentação estava prevista na Constituição desde 1988 e agora atingirá diretamente mais de 400 mil agentes que atuam na Atenção Primária em saúde pública em todo o território nacional. Por decisão unânime, o projeto agora segue para apreciação da Câmara dos Deputados.

O que muda com a proposta

A proposta reconhece que esses trabalhadores estão expostos diariamente a riscos biológicos, condições adversas e deslocamentos constantes, o que justifica regras diferenciadas de aposentadoria. As principais mudanças são:

  • Idade e tempo de serviço definidos – permite a aposentadoria com idade mínima de 52 anos para homens e 50 para mulheres, tendo ao menos 20 anos de serviço
  • Aposentados passam a receber a totalidade do salário que tinham como ativos
  • Os reajustes aplicados aos agentes da ativa serão estendidos aos aposentados
  • Direito à pensão por morte 

Impacto regional e municipal

A aprovação do projeto altera os regimes próprios de previdência e será necessária uma reorganização administrativa e financeira dos estados, municípios e do DF. Outros pontos apontam que a medida:

  • incentiva a profissionalização, o que reduz rotatividade dentro das equipes, melhorando os indicadores de saúde e a efetividade da Atenção Primária em nível local;
  • reduz a sobrecarga em UPAs e hospitais; e
  • promove melhoria na gestão da saúde.

Impacto fiscal e "recado" ao governo

A análise do projeto ocorreu em meio a uma movimentação intensa nos bastidores de Brasília. Horas após o presidente Lula confirmar Jorge Messias como indicado ao Supremo Tribunal Federal — e não Rodrigo Pacheco, que era cotado para a vaga — o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), colocou o PLP em votação.

A decisão chamou atenção, já que o projeto tem alto impacto fiscal, estimado em valores bilionários para os próximos anos. Ainda assim, foi aprovado de maneira unânime, o que se especula ser um recado político no dia da indicação ao STF.

As informações são do site Senado Notícias.

 

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LOC: O Senado aprovou o projeto de lei complementar PLP 185/2024, que regulamenta a aposentadoria especial para os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias. A regra estava prevista na Constituição desde 1988, mas só agora foi detalhada. A mudança afeta mais de 400 mil agentes que trabalham diretamente na Atenção Primária em todo o país. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados.

O projeto reconhece que esses profissionais enfrentam riscos biológicos, longos deslocamentos e condições de trabalho desgastantes. A proposta fixa idade mínima de aposentadoria de 50 anos para mulheres e 52 para homens, com pelo menos 20 anos de serviço. Os aposentados passam a receber o salário integral e terão os mesmos reajustes aplicados a quem continua na ativa. O texto também garante pensão por morte.

Nos estados e municípios, a mudança deve exigir ajustes nos regimes próprios de previdência e reorganização financeira. A expectativa é de que a valorização desses agentes reduza a rotatividade, fortaleça a prevenção, melhore os indicadores de saúde e alivie a pressão sobre UPAs e hospitais.

A votação ocorreu em meio a um forte movimento político. Horas depois de o presidente Lula indicar Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal — e não Rodrigo Pacheco, que era cotado — o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, colocou o projeto em pauta. Mesmo com impacto fiscal bilionário, o texto foi aprovado por unanimidade.

As informações são do Senado Notícias.

Reportagem, Amanda Canellas