Saúde - Vacina·26 de março de 2021

Butantan prevê aplicar 1ª vacina brasileira contra Covid-19 em julho

ButanVac foi anunciada nesta sexta-feira (26) e testes em voluntários podem começar em abril, com 40 milhões de doses em julho. “Hoje é o dia da esperança, dessa nova vacina”, afirmou o governador de São Paulo, João Doria

Por Alan Rios
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O dia 26 de março de 2021 fica marcado como o dia do anúncio da primeira vacina brasileira contra a Covid-19. O Instituto Butantan anunciou na manhã desta sexta-feira (26) que já está desenvolvendo o imunizante, chamado de ButanVac, e finalizou uma produção piloto para começar testes em humanos. 

A previsão é de que as primeiras doses já sejam aplicadas em julho deste ano. “É uma vacina integralmente desenvolvida e produzida no Brasil, pelo Instituto Butantan, que é um orgulho para o país. Esse é um momento de profunda esperança para todos nós. Hoje é o dia da esperança, dessa nova vacina”, afirmou o governador de São Paulo, João Doria.

Os ensaios clínicos de fases 1 e 2 com voluntários devem começar ainda em abril, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já solicitada pelo instituto. “Não dependeremos da importação de nenhum insumo. A tecnologia já existe, é a mesma utilizada em vacinas da gripe”, detalhou o presidente do Butantan, Dimas Covas.

Covas informou que o instituto já tem capacidade de produção de 100 milhões de doses do imunizante por ano. Doria pediu urgência na avaliação dos documentos pela Anvisa, para que a fase 1 comece o quanto antes. 

A ButanVac utilizará o método de vírus inativado, com base em ovo. Ou seja, a tecnologia usa um vetor viral com uma proteína do novo coronavírus de forma íntegra, com um vírus da Doença de Newcastle utilizado como vetor. O vírus se desenvolve bem em ovos embrionados, um processo semelhante ao utilizado na vacina da gripe.

“Em contraste com o vírus da influenza, o vírus da doença de Newcastle não causa sintomas em seres humanos, sendo uma alternativa muito segura na produção. Além disso, o vírus é inativado para a formulação, facilitando sua estabilidade e deixando a vacina ainda mais segura”, informou o Butantan, em nota.

SOBRE

Alan Rios

Alan Rios é jornalista e escritor formado pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Atuou na assessoria de comunicação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e na redação no Correio Braziliense, onde foi repórter na Revista do Correio, na editoria de cidades e de política local, do veículo. É autor do livro "Os porquês da Educação Domiciliar no Brasil" e coautor da obra "Educomunicação - Sua Imagem Está na Tela".

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